Brasileiro é morto sob tortura na Ucrânia

Combatentes brasileiros da unidade Advanced são investigados por tortura e envolvimento na morte de um compatriota.

Publicado em: 18/02/2026 às 15:50 | Atualizado em: 18/02/2026 às 15:50

O portal SBT News revelou um cenário alarmante envolvendo combatentes brasileiros na Ucrânia. Voluntários que se juntaram ao conflito estão sendo investigados pelas autoridades ucranianas por denúncias de tortura, abusos físicos e até assassinato dentro de uma unidade militar denominada “Advanced”. O caso central da reportagem é a morte de Bruno Gabriel Leal da Silva, pernambucano de 28 anos, encontrado sem vida em 28 de dezembro sob uma camada de neve em Kiev.

Segundo o SBT News, a morte é tratada pelo governo ucraniano como um “potencial crime”.

Testemunhas relatam que Bruno teria morrido após uma violenta sessão de tortura, punição por ter retornado à base alcoolizado.

Quatro dias antes de falecer, ele havia denunciado maus-tratos e a retenção de seu passaporte à Embaixada do Brasil, mas não conseguiu concretizar sua fuga.

A apuração do SBT News ouviu oito testemunhas que descrevem um sistema de violência sistemática operado exclusivamente por brasileiros, sem envolvimento de ucranianos.

Os relatos incluem espancamentos em contêineres, combatentes amarrados na neve e até ameaças contra familiares no Brasil para assegurar o silêncio das vítimas.

O comandante Leanderson Paulino é citado como responsável por agressões e disparos de advertência próximos à cabeça de subordinados que imploravam para deixar o grupo.

A Ouvidoria Militar da Ucrânia e o Serviço de Inteligência do Ministério da Defesa confirmaram ao portal a abertura de procedimentos criminais para investigar a unidade.

Paralelamente, o governo brasileiro reforçou o alerta para que cidadãos não se alistem em exércitos estrangeiros, destacando que crimes cometidos no exterior, como a tortura, podem ser processados pela Justiça brasileira.

Leia mais

Arrependimento, perdas e traumas, a realidade de brasileiros na Ucrânia

A Embaixada em Kiev, diante do aumento das denúncias e do clima de retaliação, precisou reforçar sua segurança com agentes da Polícia Nacional.

Leia mais no SBT News

Foto: Reprodução