Busca por desaparecidos no Encontro das Águas mobiliza sonares de alta precisão
Força-tarefa amplia raio de varredura para 10 km e conta com tecnologia de São Paulo para localizar vítimas
Publicado em: 15/02/2026 às 19:26 | Atualizado em: 15/02/2026 às 19:26
As operações de busca pelo naufrágio da lancha Lima de Abreu XV entraram no terceiro dia neste domingo (15), no Encontro das Águas, em Manaus. A força-tarefa tenta localizar sete pessoas desaparecidas após o acidente ocorrido na última sexta-feira (13), que deixou dois mortos confirmados e 71 sobreviventes resgatados.
Durante coletiva neste domingo, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Muniz, classificou a missão como uma das mais complexas da história da corporação devido à profundidade elevada, forte correnteza e variações térmicas no ponto de encontro entre os rios Negro e Solimões.
A área de varredura já se estende por mais de 10 quilômetros abaixo do ponto inicial do naufrágio, contando com o apoio de equipes de Itacoatiara.
A operação foi reforçada com tecnologia de ponta, incluindo equipamentos enviados pelo Estado de São Paulo:
- Sonares de varredura lateral e vertical para mapeamento do leito do rio;
- Detectores de metais subaquáticos para identificar a estrutura da lancha;
- Apoio aéreo: Helicópteros e drones realizam buscas de superfície, já que, após 48 horas, aumenta a possibilidade de corpos emergirem.
No campo jurídico, o comandante da embarcação foi preso e o caso é investigado pela Polícia Civil e pela Marinha do Brasil.
As autoridades apuram as condições de navegação e relatos de uma suposta competição entre lanchas no momento do acidente.
Como a lista oficial de passageiros foi extraviada no naufrágio, o número de desaparecidos baseia-se exclusivamente em registros feitos por familiares.
O acolhimento psicossocial às famílias está concentrado em um ponto fixo no Roadway, próximo ao Pelotão Fluvial, no Centro de Manaus.
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Foto: reprodução/redes sociais
