“O rio levou nossos filhos”: Nova Olinda chora pelos desaparecidos

​Nova-olindenses em luto aguardam resgate da lancha do fundo do Encontro das Águas, que pode trazer respostas sobre sete vítimas

Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas

Publicado em: 15/02/2026 às 15:15 | Atualizado em: 15/02/2026 às 16:05

Dionney, Iraci, Nathanael, Graciane, Nathana, Sany, Maria Eduarda e Ana Carla. A apreensão e a dor dominam os moradores de Nova Olinda do Norte, no rio Madeira, enquanto as equipes de resgate do Corpo de Bombeiros do Amazonas intensificavam os trabalhos para retirar a lancha Lima de Abreu XV do fundo do Encontro das Águas.

O naufrágio, ocorrido na última sexta-feira (13), deixou um rastro de tristeza e incerteza, com sete passageiros ainda desaparecidos, e as famílias clamam por respostas.

​Entre os nomes que mobilizam a angústia da população estão Dionney de Souza, 33 anos, pai da pequena Samyla, uma das duas vítimas fatais já confirmadas.

Juntam-se a ele na lista dos que o rio escondeu:

•⁠ ⁠Iraci de Souza, 56 anos;
•⁠ ⁠Nathanael de Souza, 13 anos;
•⁠ ⁠Graciane de Souza, 31 anos; Ana Carla Izel;
•⁠ ⁠Nathana de Souza, 11 anos;
•⁠ ⁠Sany de Souza, apenas 1 ano de idade; e a
•⁠ ⁠adolescente Maria Eduarda, 16 anos.

​A operação de içamento da lancha, localizada a impressionantes 50 metros de profundidade, é a grande esperança para muitos.

Mergulhadores trabalham incansavelmente neste domingo (15), com o auxílio de equipamentos de sonar, na tentativa de trazer à superfície a embarcação que transportava mais de 70 pessoas.

A expectativa é que, ao ser reflutuada, a lancha possa revelar o paradeiro dos desaparecidos e trazer algum conforto às famílias em luto.

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​Enquanto a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental e a Polícia Civil prosseguem com as investigações sobre as causas do acidente, que já resultou na prisão preventiva do comandante da embarcação, o sentimento em Nova Olinda do Norte é de uma consternação profunda.

A cada hora que passa, a comunidade se une em orações e aguarda, com o coração apertado, por notícias que possam amenizar a dor de ter visto “o rio levar nossos filhos”.

Família divulga desaparecimento

Nas redes sociais, familiares divulgam que a advogada Ana Carla Izel também é vítima desaparecida do naufrágio.

Isso acontece em meio à omissão de dados oficiais e confiáveis sobre os passageiros.

Nota

🚨 PEDIDO URGENTE DE AJUDA E AÇÃO 🚨

Nossa prima, Ana Carla Izel, advogada e membro da OAB/AM, está desaparecida após o naufrágio ocorrido na sexta-feira, dia 13. Até este momento, ainda há desaparecidos.

A embarcação foi encontrada a aproximadamente 50 metros do local do acidente. Ana Carla utilizava colete salva-vidas e segurava outro em sua mão, o que mantém viva a esperança de que ela possa estar com vida.

A região apresenta condições extremamente difíceis de busca devido à densa vegetação amazônica, árvores e mato fechado, que limitam drasticamente a visibilidade por via fluvial.

Os familiares já mobilizaram três embarcações desde o acidente, todas custeadas de forma privada, na tentativa desesperada de auxiliar nas buscas. No entanto, a visibilidade é quase inexistente, tornando os esforços extremamente limitados.

As famílias vivem momentos de angústia e desespero, não apenas por Ana Carla, mas também pelos outros 6 desaparecidos que ainda aguardam ser encontrados.

⚖️ Amigos advogados, colegas da OAB e comunidade jurídica: há alguma orientação, medida legal ou apoio institucional que possa ser acionado para reforçar as buscas? As famílias precisam de ajuda, direcionamento e ação.

Pedimos às autoridades competentes que não interrompam as buscas aéreas. Esse recurso é essencial diante das condições da região.

🙏 Por favor, compartilhem. Não deixem esse pedido parar. Precisamos de união, mobilização e ação. 🙏


Foto: divulgação