Hidrovia do Madeira transportou 12,1 milhões de toneladas em 2025
Transporte reforçou abastecimento e manteve fluxo de mercadorias durante todo o ano.
Da Redação do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 12/02/2026 às 11:35 | Atualizado em: 12/02/2026 às 11:35
O Ministério dos Portos e Aeroportos divulgou nesta quinta-feira (12 de fevereiro) o desempenho de uma das mais importantes vias de transportes da Amazônia: a hidrovia do rio Madeira.
De acordo com o governo, entre janeiro e dezembro de 2025, foram transportadas 12,1 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 20,4% em relação a 2024, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Em 2025, a soja liderou o volume transportado, com 7 milhões de toneladas, seguida por milho (3 milhões) e petróleo (1 milhão).
Desse modo, o desempenho da hidrovia assegurou o transporte de combustíveis, alimentos e grãos, mantendo ativa a cadeia produtiva que movimenta comércio, agricultura e serviços.
O corredor que liga Porto Velho (Rondônia) à foz do rio Madeira, conexão com o rio Amazonas e os portos do Arco Norte, manteve o fluxo logístico ao longo do ano, contribuindo tanto para o mercado interno quanto para as exportações.
Assim, a hidrovia do Madeira manteve o fornecimento regular de mercadorias na região Norte e ajudou a sustentar empregos ao longo de 2025, um ano marcado por períodos de estiagem, segundo o ministério.
Para o ministro Sílvio Costa Filho, o resultado evidencia a importância da infraestrutura hidroviária para a população.
“Mesmo diante dos desafios climáticos, a hidrovia ampliou o volume transportado. Isso significa proteger o abastecimento, sustentar empregos e garantir renda para milhares de famílias que dependem dessa atividade”, afirmou.
Integração e economia regional
Ainda, segundo a pasta, além de escoar a produção agrícola do Centro-Oeste até os portos do Norte, a hidrovia do Madeira é fundamental para o envio de combustíveis e outros produtos essenciais aos municípios ribeirinhos.
Além disso, a regularidade do transporte reduz custos logísticos, amplia a competitividade e contribui para maior estabilidade econômica na região.
Monitoramento e coordenação
O ministério informa ainda que a estabilidade das operações durante a estiagem foi sustentada por monitoramento contínuo das condições de navegação e por ações técnicas ao longo do trecho.
Segundo o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, esse acompanhamento das condições hidrológicas é decisivo para reduzir riscos e dar previsibilidade ao transporte.
“Manter a hidrovia operando mesmo com variações no nível dos rios é fundamental para garantir segurança às populações e estabilidade às atividades econômicas da região. O monitoramento permanente permite antecipar desafios e agir com rapidez”.
O trabalho envolve atuação integrada do Ministério de Portos e Aeroportos, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsáveis pela regulação, manutenção e melhorias na navegação.
*Com informações do Ministério dos Portos e Aeroportos.
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Foto: Antaq/divulgação
