Amazônia: Inpe aponta redução de 70% nos focos de queimadas no Amazonas

Janeiro registrou 42 focos a menos que o mesmo período de 2025

Amazônia: Inpe aponta redução de 70% nos focos de queimadas no Amazonas

Publicado em: 11/02/2026 às 20:17 | Atualizado em: 11/02/2026 às 20:39

O Amazonas registrou uma redução de 70% nos focos de queimadas em janeiro de 2026. De acordo com dados do Programa Queimadas (BD Queimadas), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram contabilizados 18 focos no período, contra 60 registros em janeiro de 2025. Os dados são monitorados pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Na comparação com janeiro de 2025, a redução corresponde a 42 focos de calor a menos. O resultado reforça o cenário de queda observado no início de 2026, e indica menor incidência de alertas no território amazonense no recorte analisado.

A última vez em que o Amazonas registrou, em janeiro, um número inferior a 18 focos de calor foi em 2012, quando o estado contabilizou oito registros, segundo a série histórica do BD Queimadas.

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, explicou que os dados do Inpe são acompanhados diariamente e subsidiam ações de prevenção, fiscalização ambiental eb resposta às ocorrências em todo o estado.

Ainda segundo o gestor do Ipaam, a redução dos registros reflete o acompanhamento contínuo dos dados técnicos e o direcionamento das ações preventivas para áreas mais suscetíveis à ocorrência de queimadas. “O monitoramento diário das informações do Inpe permite identificar os municípios com maior risco e orientar ações de prevenção e fiscalização. Esse trabalho técnico, aliado à integração entre os órgãos, tem sido fundamental para reduzir os focos de calor logo no início do ano”.

Ranking no estado

No ranking dos municípios com maior número de focos de calor em janeiro de 2026, Autazes, Barcelos e Lábrea (respectivamente, a 113, 399 e 702 quilômetros de Manaus) aparecem com dois registros cada.

Em janeiro de 2025, o cenário era diferente: São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros da capital) liderou o ranking, com 16 focos, seguido por Guajará (a 1.476 quilômetros de Manaus) com oito, e Barcelos com seis registros.

Foto: Henrique Almeida/Secom