Caso Master: fundo garantidor aprova plano para devolver dinheiro

Fundo aprovou plano emergencial para recompor caixa e assegurar pagamento de até R$ 250 mil.

Caso Master: fundo garantidor aprova plano para devolver dinheiro

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 11/02/2026 às 13:23 | Atualizado em: 11/02/2026 às 13:23

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) aprovou um plano emergencial para reforçar seu caixa após a liquidação do banco Master. A medida busca assegurar o pagamento aos pequenos investidores e correntistas que tinham dinheiro aplicado na instituição.

O caso envolve cifras bilionárias e grandes investidores, como fundos e bancos públicos estaduais. Mas, o foco do FGC é outro: proteger o investidor comum (pessoas físicas e pequenas empresas) que mantinham aplicações dentro do limite de cobertura.

Para reforçar a capacidade de pagamento, o fundo decidiu antecipar contribuições futuras dos bancos associados. Esses aportes extraordinários devem recompor rapidamente os recursos usados para ressarcir clientes do Master.

O que isso significa na prática

Se uma pessoa tinha dinheiro aplicado no banco em produtos cobertos, como poupança, CDB ou RDB, ela tem direito a receber até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.

Quem tinha valores acima desse teto poderá não ser integralmente ressarcido pelo fundo, dependendo do tipo de aplicação.

O acionamento do FGC no caso Master é considerado um dos maiores da história do sistema financeiro brasileiro.

O que é o Fundo Garantidor de Créditos

O FGC é uma associação civil privada, sem fins lucrativos, criada em 1995.

Ele não é um órgão do governo, mas é regulado pelo Banco Central e mantido por contribuições obrigatórias dos bancos e instituições financeiras associadas.

Como funciona:

  • Todos os bancos associados pagam uma contribuição periódica ao fundo.
  • Quando uma instituição quebra ou entra em liquidação, o FGC usa esses recursos para pagar os clientes dentro do limite de garantia.
  • O teto é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.
  • Existe ainda um limite global de R$ 1 milhão por CPF a cada quatro anos, somando diferentes instituições.

O objetivo do fundo é evitar que pequenos poupadores percam tudo em caso de quebra bancária e impedir efeito dominó no sistema financeiro.

Para o investidor comum, a mensagem é direta: quem estava dentro do limite de cobertura está protegido pelo FGC.

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil