Pai relata em rede social denúncia de assédio contra ministro do STJ
Jovem de 18 anos afirma ter sido tocada de forma inadequada por Marco Buzzi durante banho de mar
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 08/02/2026 às 19:05 | Atualizado em: 08/02/2026 às 19:05
O pai da jovem que denunciou ter sido vítima de assédio sexual do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), relatou o caso em um grupo de WhatsApp.
Sobretudo, o grupo é formado apenas pelos dois casais envolvidos — ele e a esposa, e o magistrado com a companheira. A informação consta em depoimento prestado à Polícia Civil de São Paulo.
Segundo o relato, as famílias mantinham uma amizade de longa data e costumavam viajar juntas. Em janeiro deste ano, estiveram hospedadas na casa de Buzzi, nas proximidades da praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC). Como informa o Metrópoles.
No segundo dia da viagem, o ministro teria convidado a jovem, de 18 anos, para entrar no mar. De acordo com o depoimento da vítima, durante o banho de mar, ela teria sido tocada de forma inadequada pelo magistrado. A jovem também prestou depoimento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Após o ocorrido, a jovem voltou para a casa onde estavam hospedados e procurou o pai, que não havia ido à praia por estar resolvendo questões profissionais.
Inicialmente, ele afirmou estar ocupado, mas, diante da insistência da filha, passou a ouvi-la. A jovem então começou a chorar e contou o que teria acontecido.
Em seguida, o pai conversou reservadamente com a esposa e ambos decidiram deixar a residência do ministro, alegando que a mãe dele havia sofrido uma queda em Curitiba (PR).
Em depoimento à polícia, o homem afirmou que não conseguiu confrontar Buzzi diretamente, pois estava “extremamente nervoso, inclusive apresentando mal-estar físico”.
Já fora da casa, o pai enviou uma mensagem no grupo de WhatsApp relatando o suposto assédio. Logo após o envio, recebeu três ligações consecutivas de telefones fixos, mas não atendeu.
A defesa de Marco Buzzi nega as acusações e afirma que irá esclarecer os fatos em momento oportuno. Após a denúncia, no último dia 5 de fevereiro, o ministro apresentou um atestado médico de 10 dias e se afastou temporariamente de suas funções no STJ.
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Foto: TJES/divulgação
