Ciro Nogueira sugere trair Bolsonaro e busca aliança com Lula

Presidente do Progressistas sinaliza rompimento com Flávio Bolsonaro e oferece apoio à base governista

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 06/02/2026 às 16:14 | Atualizado em: 06/02/2026 às 16:14

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-chefe da Casa Civil no governo Bolsonaro, protagonizou um movimento de alto impacto político ao se reunir com o presidente Lula da Silva na Granja do Torto, conforme noticiou a Folha de S.Paulo.

No encontro, que contou com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (PP-PB), Nogueira teria oferecido o afastamento do Progressistas da base de apoio de Flávio Bolsonaro (PL) em troca de uma interlocução direta com o governo e neutralidade em disputas regionais.

A estratégia do senador de rifar a pré-candidatura do “filho 01” detonou uma crise de confiança na oposição.

Nas redes sociais, parlamentares do núcleo duro bolsonarista acusam o líder da federação União Progressista de “traição histórica”, alegando que ele utiliza o capital político da gestão passada como moeda de troca.

Do lado lulista, a recepção é ácida: setores da esquerda reagem com ceticismo à entrada de Nogueira na órbita do governo, citando as sombras do caso Master que pairam sobre o parlamentar.

O Palácio do Planalto equilibra-se entre o pragmatismo de controlar a maior bancada do Legislativo e o risco de desgaste ético.

Enquanto o governo avalia o custo da aliança, o bolsonarismo enfrenta a perda de seu principal articulador político no centro, vendo-se confinado a um nicho ideológico cada vez mais isolado.

Isolamento de Flávio Bolsonaro compromete direita para 2026

O movimento de Ciro Nogueira retira da oposição seu principal ativo de articulação: o centro. Sem o suporte da federação União Progressista, formada pelo Progressistas e pelo União Brasil de Antonio Rueda, o senador Flávio Bolsonaro vê-se privado de estrutura partidária e tempo de TV essenciais para uma disputa majoritária. A estratégia sinaliza que as siglas priorizarão a sobrevivência regional, deixando o clã Bolsonaro em uma “ilha” política e vulnerável ao avanço de investigações judiciais sem o antigo escudo parlamentar.

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Foto: Pedro França/Agência Senado