Alberto Neto destaca prioridades no retorno do trabalho legislativo

Deputado foca o início de 2026 no combate ao crime organizado e na investigação do Banco Master.

Publicado em: 05/02/2026 às 12:24 | Atualizado em: 05/02/2026 às 12:25

No retorno do trabalho legislativo do Congresso Nacional, o deputado federal Alberto Neto (PL-AM) anunciou as suas duas principais bandeiras prioritárias na Câmara em 2026:  o projeto de lei antifacção (PL 5.582/2025) e a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança (PEC 18/2025).

Especialista em Segurança Pública, o parlamentar explicou que o PL Antifacção e a PEC da Segurança são instrumentos fundamentais no enfrentamento ao crime organizado, no endurecimento das penas e no fortalecimento do Estado contra a violência.

“Os brasileiros estão vivendo em um estado paralelo, e o PL Antifacção vai atuar justamente no sentido de combater as facções em nosso país”, afirmou.

CPMI do Banco Master

Alberto Neto destacou ainda que, nesta terça-feira (3 de fevereiro), com 280 assinaturas, a oposição protocolou um requerimento para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Banco Master, para a apuração rigorosa de possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira.

O deputado enfatizou que essa história precisa ser passada a limpo, pois as investigações apontam envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Dessa forma, de acordo com o parlamentar, não é justo com o povo brasileiro, com as mesmas pessoas que os ministros do STF condenaram. Por exemplo,  ele cita, o caso “Débora do Batom, condenada a 14 anos de prisão, agora passem a mão na cabeça dos banqueiros envolvidos no escândalo financeiro.

“Não é justo com o nosso país. Foi um prejuízo que atingiu milhares de pessoas. O Brasil espera que o Congresso passe a limpo com a CPMI do Banco Master. A Comissão vai separar narrativas políticas da verdade. 2026 é o ano de resgatar o país”, declarou.

Repasse à escola de samba

Por outro lado, Alberto Neto informou que fez denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR) para barrar o repasse à escola de samba Acadêmicos de Niterói, pelo uso indevido de dinheiro público.

O parlamentar explicou que a Constituição Federal é clara, no artigo 37 — princípios da administração pública — que prevê, entre outros, o princípio da impessoalidade; não se pode utilizar recurso público, dinheiro do contribuinte, para fazer propaganda de gestor.

“Isso é inaceitável e também configura abuso de poder econômico. Acionamos a Procuradoria-Geral da República para barrar o repasse a essa escola específica — não para todo o carnaval, mas para essa escola. A escola tem de decidir: ou faz com recurso próprio, mesmo que seja para fazer propaganda do atual presidente, ou muda o tema. Não é aceitável utilizar dinheiro do pagador de impostos, dinheiro da população, para fazer propaganda do presidente”, ressaltou Capitão Alberto Neto.