‘Tô nervoso’, diz Daniel Anzoategui em estreia na Difusora

Estreia marca a volta de um membro da família fundadora da emissora no comando do horário nobre da rádio

Primeiro programa de Daniel Anzoategui na Difusora

Neuton Corrêa, do BNC Amazonas

Publicado em: 02/02/2026 às 08:31 | Atualizado em: 02/02/2026 às 08:31

“Vou confessar pra vocês: tô nervoso, não vou mentir”. Foi com esse bom-humor, franqueza e humanidade que Daniel Anzoategui abriu os microfones da rádio Difusora do Amazonas nesta segunda-feira, dia 2/2. 

A frase, longe de demonstrar fraqueza, revelou o peso da responsabilidade: Daniel não estava apenas iniciando um programa, mas assumindo o horário mais tradicional e nobre do rádio amazonense. Com isso, também marca o início da terceira geração da família Souza no comando das manhãs da emissora.

A estreia de Daniel às 7h representa um marco simbólico na comunicação do estado. Ao assumir o posto, ele conecta o presente ao legado de seu avô, o fundador Josué Cláudio de Souza, e de seu tio, Josué Filho.

“É uma honra, é um privilégio e uma grande responsabilidade estar aqui à frente desse microfone”, disse o locutor.

A voz da terceira geração

O foco da estreia foi, inevitavelmente, a sucessão geracional. Daniel fez questão de traçar a linha do tempo que transformou a frequência da Difusora em um patrimônio familiar e cultural do Amazonas.

Durante a abertura, ele relembrou que o microfone que agora empunha foi a ferramenta de trabalho de gigantes. “Antes do Valdir, teve o Josué Filho, outro grande comunicador… Antes do Josué Filho, teve o Josué, que deu origem a tudo. Que é o Josué Pai, meu avô, o Josué Cláudio de Souza”, pontuou Daniel, situando-se como o herdeiro dessa tradição no horário nobre.

Ao citar o avô e o tio, Daniel reforçou que a mudança no horário das 7h às 10h não é apenas uma troca de locutores, mas a renovação de um compromisso histórico da família  com a audiência amazonense.

Homenagem a Valdir Correia

Embora o momento fosse de renovação, o respeito pela história recente foi o ponto alto da transmissão. Daniel substitui Valdir Correia, uma lenda do rádio que ocupou o espaço por quase 20 anos. Em um gesto de gratidão, o novo âncora dedicou parte de sua abertura para exaltar o antecessor, que completou 50 anos de carreira na semana passada.

Daniel compartilhou uma memória afetiva que ressoa com muitos ouvintes da sua geração:

“O Valdir faz parte da história da infância, da juventude. Quantas vezes eu não fui pra aula, minha mãe e meu pai me levando (…) ouvindo o Valdir Correia. Então, ao Valdir, a gente deseja, primeiro, a gratidão.”

Ele reforçou que Valdir não está se aposentando, mas seguindo novos trilhos, e agradeceu pelo legado deixado. “Obrigado por tudo que o Valdir fez pelo rádio, pela Difusora e por nós”.

“Coragem é enfrentar o medo”

Apesar do nervosismo inicial confessado, Daniel trouxe sua marca pessoal logo nos primeiros minutos, saudando a audiência com seu característico “Viva Cristo Rei, salve Nossa Senhora”.

Ele encerrou a abertura com uma reflexão sobre o desafio de suceder nomes tão pesados, contando com o apoio da equipe técnica e de produção. 

“Corajoso tem medo, só que ele enfrenta os medos dele”, disse Daniel, convidando a “grande audiência da Difusora” a pegar em sua mão e seguir junto com ele nesta nova etapa do rádio amazonense.

Foto: Divulgação