Indústria da Zona Franca de Manaus fatura recorde de R$ 227,6 bi em 2025
Com crescimento de 14,8%, modelo reafirma importância estratégica para o desenvolvimento e a manutenção da economia da região Norte
Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas
Publicado em: 30/01/2026 às 20:05 | Atualizado em: 30/01/2026 às 20:10
O polo industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM) encerrou o ano de 2025 com um desempenho histórico, atingindo o faturamento recorde de R$ 227,6 bilhões.
Os dados, consolidados pela Suframa neste dia 30 de janeiro, revelam um incremento de 14,8% na comparação com 2024, quando o montante foi de R$ 198,2 bilhões.
O resultado é o maior já registrado pelo modelo de desenvolvimento regional, destacando a robustez do parque fabril instalado na Amazônia.
Em moeda estrangeira, o faturamento também apresentou performance sólida, totalizando US$ 41,5 bilhões em 2025.
O valor representa um crescimento de 11,31% em relação aos US$ 37,2 bilhões faturados no ano anterior.
Segundo o superintendente da ZFM (Suframa), Bosco Saraiva, os indicadores comprovam que o investimento em isenção tributária retorna à sociedade em forma de riqueza e soberania.
Além das cifras, a geração de empregos manteve-se elevada, com média mensal de 118.520 postos de trabalho diretos.
Os setores de eletroeletrônicos e o de duas rodas seguem como os principais motores desse ecossistema, que atende ao consumo nacional e gera divisas essenciais para o equilíbrio econômico do Brasil.
A ZFM em números
Faturamento total : R$ 227,6 bilhões (+14,8%)
Faturamento em dólar : US$ 41,5 bilhões (+11,31%)
Mão de obra direta : 118.520 trabalhadores (média mensal)
Exportações : US$ 610,6 milhões no acumulado do ano
Para analistas, o desempenho recorde do polo industrial da ZFM em 2025 é a resposta mais contundente aos ataques que o modelo sofre.
A eficiência produtiva e a manutenção de milhares de empregos no Norte do país demonstram que a política de incentivos é, na verdade, um motor de competitividade e preservação ambiental para todo o território nacional.
Foto: José Paulo Lacerda/CNI
