Por levar Bolsonaro à cadeia, Mauro Cid ganha ‘aposentadoria’ de R$ 16 mil
Confidente dos bastidores do Planalto, tenente-coronel vai para a reserva do Exército
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 28/01/2026 às 17:16 | Atualizado em: 28/01/2026 às 17:16
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, passará para a reserva do Exército por meio da chamada “cota compulsória”, mecanismo que funciona como uma aposentadoria antecipada.
Com quase 35 anos de serviço, Cid receberá remuneração aproximada de R$ 16 mil.
A decisão foi autorizada pelo comandante da Força, general Tomás Paiva. A portaria será publicada no Diário Oficial e entra em vigor a partir deste sábado (31 de janeiro).
Cid foi peça-chave nas investigações sobre a tentativa de golpe ao relatar a participação direta de Bolsonaro em reuniões para permanecer no poder após as eleições de 2022. Pela colaboração, foi condenado pelo STF a dois anos de prisão em regime aberto, com pena reduzida devido à delação premiada.
A defesa afirmou que a delação teve “custo elevado”, resultando em “isolamento e tratamento de traidor”, inclusive por envolver generais de alta patente.
Atualmente, Cid cumpre medidas restritivas, como recolhimento noturno e proibição de uso de redes sociais. Com a ida para a reserva, terá até 90 dias para desocupar a residência oficial na vila militar, em Brasília.
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