‘Galo’ na testa justifica prisão domiciliar a Bolsonaro, pedem deputados à OEA

Pedido à Comissão Interamericana de Direitos Humanos alega vulnerabilidade clínica e pede que ex-presidente cumpra pena em casa, com tornozeleira e acompanhamento médico.

Bolsonaro segue na UTI com melhora clínica, mas sem previsão de alta

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 27/01/2026 às 09:06 | Atualizado em: 27/01/2026 às 09:06

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), analisa um pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro, sob a alegação de que seu estado de saúde o colocaria em situação de vulnerabilidade incompatível com o regime fechado.

A solicitação integra a Medida Cautelar 77-26, apresentada pela Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav), com apoio de parlamentares e advogados ligados à defesa de Bolsonaro. O grupo pede que a CIDH recomende ao Estado brasileiro a substituição da prisão na Papudinha, em Brasília, por prisão domiciliar humanitária, com monitoramento eletrônico e acompanhamento médico.

Entre os argumentos estão cirurgias recentes, um episódio de traumatismo craniano — citado como um “galo” na testa — e a transferência prisional ocorrida em 15 de janeiro de 2026, que, segundo os autores, não teria eliminado os riscos à saúde do ex-presidente.

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Foto: Tânia Rêgo/arquivo/Agência Brasil