‘ONU paralela’: Alemanha e Espanha dizem não a Trump e só ‘baixo clero’ adere
Argentina é um dos que embarcaram no "conselho de paz" dos norte-americanos
Publicado em: 23/01/2026 às 19:56 | Atualizado em: 23/01/2026 às 20:17
A Espanha e a Alemanha recusaram o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o recém-criado “Conselho da Paz”, órgão proposto por Washington para supervisionar a paz na Faixa de Gaza e coordenar a reconstrução do território palestino.
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que citou a defesa do direito internacional, da ONU e do multilateralismo como razões para a recusa, além de criticar a exclusão da Autoridade Palestina.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que não pode aderir ao plano nos termos apresentados.
Com as negativas, sobe para seis o número de países que já rejeitaram formalmente a iniciativa, ao lado de França, Noruega, Eslovênia e Suécia. Cerca de 60 países foram convidados.
Entre os que aceitaram estão Israel, Arábia Saudita, Argentina, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Indonésia, Jordânia, Paquistão e Turquia, entre outros. Brasil, Reino Unido, China, Itália, Rússia e Ucrânia ainda não responderam.
O Conselho da Paz foi lançado oficialmente por Trump durante cerimônia no Fórum Econômico Mundial, em Davos. A proposta é vista por parte da comunidade internacional como uma tentativa de esvaziar a ONU.
Trump afirmou que o órgão terá amplos poderes, será presidido por ele — com poder de veto — e começará sua atuação por Gaza, que, segundo o plano dos EUA, seria desmilitarizada e reconstruída sob supervisão internacional.
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Foto: reprodução/YouTube
