O que Trump enxerga na Groenlândia para ameaçar o ‘mundo’ com tarifaço?
Presidente dos EUA pressiona aliados e recebe críticas até dentro do próprio partido após falar em anexação.
Publicado em: 18/01/2026 às 07:53 | Atualizado em: 18/01/2026 às 09:49
Trump mira a Groenlândia por três motivos: minerais estratégicos, petróleo e gás, e uma posição militar-chave entre o Ártico e o Atlântico Norte. Por isso, ele elevou a pressão e ameaçou impor um tarifaço a países que rejeitem seus planos de anexação.
A declaração desta sexta-feira (16) acendeu reação imediata na Europa. Países se alinharam em defesa da Dinamarca, que mantém a ilha sob sua soberania, mesmo com autonomia interna dos groenlandeses.
Nos últimos dias, soldados de França, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Suécia e Noruega desembarcaram na Groenlândia. Ainda assim, o comandante dinamarquês no Ártico afirmou que o foco é neutralizar “possíveis ações russas”, e não conter uma ofensiva americana.
A tensão também atravessou o Partido Republicano. Um grupo de 11 parlamentares, republicanos e democratas, foi a Copenhague para demonstrar apoio à Dinamarca.
Depois de reuniões, a senadora republicana Lisa Murkowski criticou o tom de Trump:
“A Groenlândia precisa ser vista como nossa aliada, não como um produto”.
Apesar de enorme, a ilha tem apenas 57 mil habitantes. Mesmo assim, ela concentra riquezas sob o gelo, incluindo terras raras, essenciais para smartphones, baterias e turbinas eólicas, além de reservas de energia.
Outro fator pesa no tabuleiro: o derretimento do gelo abre rotas mais rápidas entre Ásia e Europa. Assim, a Groenlândia ganha valor para Estados Unidos, China e Rússia.
Trump diz agir por segurança nacional. No entanto, a Dinamarca integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar que trata ataque a um membro como ataque a todos, o que cria um impasse se a ameaça partir de dentro do bloco.
Leia mais na reportagem do Jornal Nacional.
Leia mais
Trump anuncia tarifas contra países europeus e volta a ameaçar a Groenlândia
Foto: reprodução/YouTube
