Falta de oxigênio em Manaus: Dandara quer saber ‘De quem é a culpa?’
Cineasta Dandara Ferreira, de “Meu nome é Gal”, produziu documentário que aponta responsabilidades de Bolsonaro pela trágica crise sanitária de 14/01/2021
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 15/01/2026 às 07:22 | Atualizado em: 15/01/2026 às 07:32
A cineasta baiana Dandara Ferreira, diretora do filme “Meu nome é Gal”, sobre a cantora Gal Costa, e “Eu vou tirar você desse lugar”, sobre o cantor Odair José, vai lançar este ano um documentário que promete expor as responsabilidades do ex-presidente Jair Bolsonaro na tragédia sanitária da pandemia covid-19 vivida pelos amazonenses no dia 14 de janeiro de 2021.
Esse foi o dia em que os hospitais Manaus entraram em colapso. A cidade ficou sem oxigênio hospitalar. Pacientes e familiares entraram em desespero. Médicos tiveram que decidir quem morreria ou viveria.
O novo filme de Dandara, “De quem é a culpa?” promete apontar negligências do governo Bolsonaro sobre a tragédia. Na revisita ao tema, o documento promete emocionar e indignar.
O filme deve trazer imagens exclusivas da CPI da Covid. O colegiado foi comandado pelo senador amazonense Omar Aziz (PSD). Ele vai trazer ainda entrevistas e relatos fortes e apontar o descaso oficial que resultou em mais de 700 mil mortes, em todo o Brasil.
A informação de que Dandara vai lançar o documentário em 2026 foi amplamente publicada nesta quarta-feira, dia 14/01, quando o drama completou cinco anos.
A cineasta confirmou as informações compartilhando conteúdo da “Seremos Resistência”. Esta é uma página de rede de mídia militante que fala sobre música, diversidade, política, raça e outros assuntos.
Dandara Ferreira compartilhou o conteúdo dessa publicação.
Veja o que SEREMOS RESISTÊNCIA publicou no Instagram
A cineasta @DandaraFerreira assina o filme “De Quem É a Culpa?”, que promete emocionar milhares de brasileiros e que será lançado em 2026 revisitando a tragédia da crise do oxigênio em Manaus.
Há cinco anos, em 14 de janeiro de 2021, mais de 60 pessoas morreram na capital amazonense após o sistema de saúde do estado colapsar devido à alta demanda de oxigênio frente ao aumento de casos de Covid-19.
O cenário era desesperador: internações bateram recordes, unidades de saúde fecharam as portas com pacientes do lado de fora, houve movimentação de médicos e acompanhantes transportando cilindros nos próprios carros, e o Governo do Amazonas se viu obrigado a enviar pacientes para hospitais de outros estados.
Meia década depois, ninguém jamais foi responsabilizado.
A tragédia expôs a negligência do governo Bolsonaro e a falta de respostas adequadas diante de uma emergência sanitária, tornando Manaus um símbolo do colapso da gestão federal durante a pandemia.
O filme mostra todos os bastidores da CPI da covid-19, incluindo depoimentos inéditos de senadores, documentos e investigações que revelam as falhas e omissões na condução da pandemia que morreu mais de 700 mil brasileiros.
Na época da crise, artistas como Whindersson Nunes, Bruna Marquezine e Bruno Gagliasso ajudaram comprando oxigênio e distribuindo para hospitais, reforçando a mobilização diante do colapso sanitário.
A obra revisita os acontecimentos críticos da crise do oxigênio e expõe como decisões políticas e omissões custaram vidas, funcionando como uma denúncia contundente do governo federal durante a pandemia.
O filme tem um caráter de denúncia: expõe a responsabilidade do governo Bolsonaro e da extrema-direita na condução da pandemia, alertando a sociedade sobre os impactos da negligência política em momentos críticos, especialmente às vésperas de eleições.
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Foto: reprodução/rede social
