Gás natural para polo industrial da ZFM vai subir 42,3% até 2028

Fieam diz que reajuste já é previsto em contrato

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 12/01/2026 às 16:16 | Atualizado em: 12/01/2026 às 16:16

O gás natural fornecido ao polo industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM) terá reajuste acumulado de 42,36% até 2028, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

O aumento foi autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Amazonas (Arsepam) e deve impactar diretamente as indústrias do estado.

Para reduzir o impacto imediato, o reajuste será aplicado de forma escalonada, em três parcelas anuais de 14,12%, entre 2025 e 2027.

A alta incide sobre a margem bruta de distribuição, componente do preço final do gás natural.

Diante do anúncio, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, afirmou que o reajuste já estava previsto nas regras da concessão.

“O setor absorve a medida com a serenidade de quem compreende as regras do jogo regulatório, mas mantém-se alerta à necessidade de buscar ganhos de eficiência interna para compensar essa elevação de custo”, disse.

Segundo a Arsepam, a revisão tarifária tornou-se necessária após 15 anos sem atualização estrutural.

Entre os fatores considerados está a queda de 19,7% na demanda de gás projetada para 2025, após a interligação de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

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Críticas ao aumento da margem

“A tendência que a gente vem observando é de um aumento dessa margem, o que é muito ruim para o consumidor, porque, mesmo havendo competição na comercialização, se a distribuição aumenta, o consumidor não sente os benefícios”, afirmou a diretora-executiva de gás natural do IBP, Sylvie D’Apote.

O gás natural é utilizado por empresas da ZFM, além de atender estabelecimentos comerciais e consumidores residenciais.

O cálculo tarifário levou em conta o investimento superior a R$ 1 bilhão realizado pela Cigás nos últimos 15 anos para a ampliação da rede de distribuição, que atualmente soma 317 quilômetros no estado.

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Foto: Ícaro Guimarães/Cigás