8 de Janeiro: Alcolumbre e Motta não veem Lula vetar redução da pena de Bolsonaro
O presidente Lula deve formalizar a decisão durante o evento em defesa da democracia
Publicado em: 08/01/2026 às 10:04 | Atualizado em: 08/01/2026 às 10:04
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não verão o presidente Lula da Silva (PT) vetar a redução da pena para Jair Bolsonaro (PL).
Dessa forma, eles informaram ao Palácio do Planalto que não pretendem participar do evento em memória dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, marcado para esta quinta-feira (8).
Desse modo, o anúncio do veto foi confirmado por ministros do governo. Segundo o titular da Casa Civil, Rui Costa, e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o presidente Lula deve formalizar a decisão durante o evento em defesa da democracia, sem que isso gere constrangimento institucional com os chefes do Legislativo.
De acordo com os ministros, o veto não deve afetar a relação do Planalto com Alcolumbre e Motta, já que o presidente havia sinalizado publicamente, desde a aprovação da proposta no Congresso, que não sancionaria o texto. Como informa o g1.
O projeto, aprovado tanto na Câmara quanto no Senado, beneficia diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar e planejar uma tentativa de golpe para impedir a posse de Lula.
A escolha da data para o anúncio do veto tem forte peso simbólico. Para o governo, a mensagem é clara: o Brasil não pode relativizar nem atenuar punições aplicadas a pessoas envolvidas em uma tentativa de ruptura democrática.
Dessa maneira, o gesto busca reforçar o compromisso do Executivo com a defesa das instituições e com a responsabilização dos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023.
Lula tinha até o próximo domingo, 12 de janeiro, para sancionar ou vetar o projeto. Ao optar por anunciar a decisão durante o ato em memória do ataque às sedes dos Três Poderes, o presidente transforma o veto em um posicionamento político e institucional, alinhado ao discurso de preservação do Estado Democrático de Direito.
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Foto: Saulo Cruz/Agência Senado/arquivo
