‘Estou vivo’, diz cinegrafista do Amazonas que está na guerra da Ucrânia

Após boatos falsos sobre sua morte, o cinegrafista amazonense Renato Belém confirma que está bem, fala com a reportagem e relata sua experiência e motivações como soldado na guerra da Ucrânia.

‘Estou vivo’, diz cinegrafista do Amazonas que está na guerra da Ucrânia

Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 08/01/2026 às 08:57 | Atualizado em: 08/01/2026 às 08:57

O cinegrafista amazonense Renato Belém enviou mensagem ao BNC Amazonas nesta quinta-feira, 8/1, para informar que está vivo.

A mensagem é para desfazer publicação de criadores de desinformação de que ele teria morrido em combate na guerra da Ucrânia.

Renato falou com a reportagem para atestar que está tudo bem com ele. O agora soldado do exército de Volodymyr Zelensky também mandou foto.

O repórter de imagens de Manaus, que já trabalhou na TV Amazonas, A Crítica e BNC Amazonas, viajou para a Ucrânia no fim de setembro. Ele participou de cerca de dois meses treinamentos antes de partir para o campo de batalha. No front, ele está há um mês e meio.

O amazonense de 39 anos passou a se interessar pela guerra da Ucrânia ainda em 2024. Depois que conseguiu canal para partir para a guerra, ele pediu ajuda de amigos e fez vaquinha para angariar recursos para a sua viagem.

Motivação pessoal

Em fevereiro do ano passado, ao BNC, o cinegrafista disse que ttinha motivações pessoais para ingressar no conflito. 

“Eu sempre fui revoltado com a maneira que a Rússia está agindo até hoje com os ucranianos. Você ter sua casa invadida… Alguém vir querer tomar tua casa na marra, entendeu? Entrar ali, querer te expulsar. Então, causa uma revolta em todo mundo”, disse ele.

Motivação financeira

Renato também disse que há motivação financeira. Mudar sua vida e a vida de sua família, apesar dos riscos.

“É uma oportunidade também de uma melhoria de vida para mim e para minha família. O salário bruto é de até 18 mil UAH (Hryvna ucraniano).

Dependendo de missão, se tu vai para alguma missão, tu já ganha o dobro disso. Cada missão é paga e o pagamento é maior do que o salário”.

Busca de informações

Renato conta que desde o início do conflito Rússia X Ucrânia buscava informações de como ir ao combate. Mas só conseguiu no fim de 2024 com o colega.

“No começo da guerra, eu tentei ver alguma maneira de ir e não encontrei. Agora, está com um mês e meio que vi esse meu colega lá do Facebook. Aí, eu fui pesquisando, olhando o YouTube, aí eu vi outro brasileiro de lá, que já até morreu lá. Aí eu comecei a pesquisar e apareceram vários brasileiros. Aí, comecei a pesquisar sobre tudo como era. Foi quando me inscrevi na Legião Estrangeira”.

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Experiência no Haiti 

Renato Belém foi militar do Exército Brasileiro pelo serviço obrigatório. Mas, após incorporação, serviu em missão de paz da ONU no Haiti, em 2008.

Sobre isso, ele mostra fotos com imagens onde serviu no 1º Bis, em Manaus, e no Haiti.

Foto: divulgação