AM integra rede de inovação com o primeiro hospital público inteligente do Brasil
Manaus e São Paulo estarão conectados através de UTIs inteligentes e medicina de alta precisão; previsão é que o modelo piloto, no HC da USP, seja entregue em 2029.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 08/01/2026 às 07:33 | Atualizado em: 08/01/2026 às 07:33
O Ministério da Saúde oficializou os detalhes para a construção do primeiro hospital público inteligente do Brasil, que será erguido no complexo do Hospital das Clínicas (HC) da USP, em São Paulo.
Embora a unidade física esteja localizada no Sudeste, o impacto para o Amazonas é direto: Manaus faz parte do seleto grupo de capitais que receberão a expansão dessa tecnologia, integrando a nova Rede Nacional de Alta Precisão do SUS.
A inauguração do “piloto” paulista, inicialmente prevista para 2027, foi ajustada para 2029, conforme reportado pela Folha de S.Paulo.
O projeto conta com um investimento robusto de R$ 1,7 bilhão (aproximadamente US$ 320 milhões), financiados pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco dos Brics, sob a gestão de Dilma Rousseff.
O Amazonas na rota da tecnologia
A estratégia do governo federal não se limita a um único prédio. O projeto prevê a criação de uma rede de UTIs inteligentes interligadas em diversas regiões do país.
No Amazonas, o Hospital Delphina Aziz — que já é referência em transplantes e procedimentos de alta complexidade — deve ser o hub tecnológico no Norte.
A implantação dessas UTI automatizadas em Manaus permitirá:
- Diagnósticos em segundos: O uso de Inteligência Artificial para analisar exames e sugerir condutas clínicas em tempo real.
- Telessaúde avançada: Conexão direta entre especialistas do Amazonas e dos principais centros de pesquisa do país para casos raros ou graves.
- Monitoramento 5G: Ambulâncias conectadas que transmitem dados do paciente antes mesmo de ele chegar ao hospital, reduzindo o tempo de atendimento em emergências.
Eficiência e modernização
O objetivo central é reduzir o tempo de espera e aumentar a precisão dos tratamentos. Estima-se que, com a tecnologia de medicina inteligente, o atendimento de casos graves, que hoje pode levar até 17 horas, seja reduzido para apenas 2 horas.
Para o sistema de saúde do Amazonas, a inclusão nesta rede representa um salto na infraestrutura digital, permitindo que o estado, apesar das distâncias geográficas, esteja no mesmo patamar tecnológico dos maiores centros hospitalares do mundo.
Assim sendo, o Delphina Aziz, que já figura entre os melhores hospitais públicos do país segundo levantamentos recentes, será a ponta de lança dessa modernização na Amazônia.
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Foto: Ricardo Stuckert/PR
