Lula lança rede de hospitais com IA e lembra que bateu a cabeça em queda

Ao mesmo tempo, Bolsonaro cava privilégio por batida leve da cabeça na prisão.

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Publicado em: 07/01/2026 às 13:57 | Atualizado em: 07/01/2026 às 14:03

O presidente Lula da Silva lançou a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS) e ironizou o atendimento médico após cair no Palácio da Alvorada. Durante a cerimônia, no Palácio do Planalto, Lula relembrou a queda sofrida em outubro de 2024, quando bateu a nuca no banheiro da residência oficial.

Segundo o presidente, médicos decidiram transferi-lo para São Paulo após identificarem excesso de líquido na cabeça.

No entanto, Lula reclamou da demora no transporte aéreo e disse que aguardou três horas por um avião.

“Não tinha nem avião presidencial aqui”, afirmou, em tom de brincadeira.

Ele contou ainda que médicos em São Paulo temeram um coma durante o voo.

Em seguida, Lula relacionou o episódio ao lançamento da rede de hospitais inteligentes.

O projeto prevê uso de inteligência artificial, telemedicina e tecnologia 5G para acelerar diagnósticos e reduzir o tempo de espera em emergências.

Segundo o governo, o sistema pode reduzir em até cinco vezes o tempo de atendimento em casos graves.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a rede permitirá procedimentos a distância e integração nacional de dados médicos.

O plano inclui ambulâncias com monitoramento em tempo real, UTIs automatizadas e cirurgias robóticas.

A rede terá 14 UTIs inteligentes distribuídas em 13 estados.

Paralelamente, o ex-presidente Jair Bolsonaro passou, rapidamente, por exames médicos após cair na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.

Ele realizou tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma em hospital particular.

Segundo médicos, Bolsonaro sofreu traumatismo cranioencefálico leve.

A defesa solicitou os exames, que tiveram autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

Inicialmente, a PF informou que não havia necessidade de hospitalização, apenas observação.

Depois, a corporação esclareceu que qualquer encaminhamento dependeria de aval do STF.

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil