João Campos anula nomeação de filho de juiz após polêmica em vaga PCD

Prefeitura do Recife anula nomeação polêmica de Lucas Vieira Silva e destina vaga a candidato realmente PCD.

Publicado em: 31/12/2025 às 19:08 | Atualizado em: 31/12/2025 às 19:08

A caneta do prefeito João Campos (PSB) encerrou, na última terça-feira (30/12), um imbróglio que sacudiu os corredores da administração municipal e ganhou as páginas do noticiário nacional.

Em uma edição extra do Diário Oficial, o chefe do Executivo recifense oficializou a anulação da nomeação de Lucas Vieira Silva para o cargo efetivo de procurador judicial do município.

A história por trás do ato administrativo remonta a dezembro de 2022, quando o concurso foi realizado. Lucas, filho do juiz Rildo Vieira da Silva e da procuradora de contas Maria Nilda Silva, havia disputado o certame originalmente na modalidade de ampla concorrência, terminando na 63ª posição.

Entretanto, o cenário mudou drasticamente três anos após a prova: o candidato apresentou um laudo médico e solicitou a alteração de sua categoria para Pessoa com Deficiência (PCD).

A manobra gerou uma onda de indignação e questionamentos éticos.

Vereadores da oposição levaram o caso ao Ministério Público de Pernambuco, apontando o que consideravam uma distorção do sistema de cotas.

A repercussão negativa e a pressão institucional acabaram por tornar a permanência de Lucas no cargo politicamente insustentável.

Com o cancelamento da nomeação de Silva, o desfecho trouxe uma correção de rumo para o certame.

A vaga de procurador foi redirecionada a Marko Venicio dos Santos, que figurava como o único candidato PCD classificado na primeira homologação do concurso.

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Assim, a prefeitura tenta colocar um ponto final na crise, restaurando a ordem de classificação original e atendendo aos critérios estabelecidos no início da seleção.

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Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil