Bolsonarista levava carta em que alegava cegueira, surdez e câncer cerebral
Ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques tentava embarcar para El Salvador com passaporte falso após falha no monitoramento da tornozeleira eletrônica
Publicado em: 26/12/2025 às 19:29 | Atualizado em: 26/12/2025 às 19:29
O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques portava uma carta em que alegava não enxergar nem escutar e dizia sofrer de câncer cerebral no momento em que foi preso no Paraguai, nesta sexta-feira (26), quando tentava fugir do Brasil.
O documento afirmava que ele seguiria para El Salvador para tratamento médico e que só conseguiria se comunicar por escrito. A informação foi revelada pelo UOL e confirmada pela Folha; a defesa não comentou.
Segundo o texto, Vasques teria apresentado sequelas após tratamento médico em Foz do Iguaçu, incluindo cegueira e surdez.
No aeroporto de Assunção, ele tentava embarcar usando passaporte falso paraguaio, em nome de Julio Eduardo.
A tentativa de fuga ocorreu após falha no monitoramento da tornozeleira eletrônica, detectada pela Polícia Federal às 3h do dia 25 de dezembro, quando o sinal de GPS parou de transmitir.
A Polícia Penal de Santa Catarina só foi acionada à noite, e Vasques já havia deixado o apartamento em São José (SC). A PF foi ao local por volta das 23h para apurar o descumprimento das medidas.
De acordo com a investigação, Silvinei saiu de Santa Catarina em carro alugado, levando pertences pessoais e um cachorro.
As informações foram repassadas ao ministro Alexandre de Moraes (STF), que decretou a prisão preventiva.
Condenado neste mês a 24 anos e seis meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, Vasques foi responsabilizado por participação em um dos núcleos da trama golpista ligada ao governo Jair Bolsonaro.
Leia mais em ICL Notícias.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
