Moraes desmonta tudo sobre Galípolo e advocacia da mulher no caso Master
Nota pública do ministro desmonta versão do O Globo
Publicado em: 23/12/2025 às 22:07 | Atualizado em: 23/12/2025 às 22:10
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (23), em nota oficial, ter feito contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para pressionar pela compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília).
Segundo Moraes, houve apenas duas reuniões presenciais com Galípolo, em 14 de agosto e 30 de setembro, ambas para tratar da aplicação da lei Magnitsky, após sanções impostas a ele e, posteriormente, à sua esposa.
O ministro afirmou que não houve telefonemas, visitas ao Banco Central nem qualquer discussão sobre a operação envolvendo o BRB e o Banco Master.
Moraes também declarou que o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, não atuou na tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB perante o BC.
Mais cedo, ele informou ainda ter participado de reuniões com dirigentes de grandes bancos e entidades do sistema financeiro para discutir os efeitos da legislação americana.
A manifestação ocorre após reportagens de O Globo e da CNN Brasil apontarem que o ministro teria procurado Galípolo para interceder pelo Banco Master.
Em setembro, o Banco Central vetou a operação por falta de comprovação de viabilidade econômico-financeira.
Dois meses depois, o controlador do Master, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal e passou a ser investigado por suspeitas de fraude.
Diante do caso, a oposição anunciou que pretende apresentar um pedido de impeachment contra Moraes e articular a criação de uma CPI para investigar suas relações com o banco.
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Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
