General do ‘punhal’ e ex-chefe da PRF levam mais de 24 anos de prisão
STF condenou ainda o nazista Filipe Martins e a única mulher do plano de golpe de Bolsonaro.
Publicado em: 16/12/2025 às 20:29 | Atualizado em: 16/12/2025 às 20:30
O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta terça-feira (16) o julgamento do chamado núcleo 2 da tentativa de golpe de Estado articulada após as eleições de 2022. O voto do ministro Flávio Dino selou a condenação de cinco réus, acompanhando integralmente o relator Alexandre de Moraes.
Entre os condenados estão o general da reserva Mário Fernandes, sentenciado a 26 anos e 6 meses de prisão, e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, que recebeu pena de 24 anos e 6 meses. O ex-assessor internacional da Presidência Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão.
A Primeira Turma absolveu apenas o delegado da Polícia Federal Fernando de Souza de Oliveira.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os integrantes do núcleo ocupavam cargos estratégicos no governo Jair Bolsonaro (PL) e atuaram de forma coordenada para dar sustentação institucional e operacional ao plano golpista, incluindo a elaboração da chamada “minuta do golpe”.
Em seu voto, Flávio Dino afirmou que o julgamento não representa vingança, mas uma resposta legítima do Estado. Ao tratar da conduta de Mário Fernandes, o ministro classificou os atos como de “altíssima reprovabilidade” e afirmou que eles afrontam qualquer parâmetro institucional.
De acordo com a acusação, o general foi um dos responsáveis pelo plano “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.
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Foto: Marcelo Camargo e Valter Campanato/Agência Brasil
