Ex-assessora entrega o chefe: Arthur Lira decidía destino de emendas sinistras
Durante a gestão de Lira, Mariângela utilizava uma sala vinculada à Presidência da Câmara, próxima à Comissão Mista de Orçamento, onde despachava sobre emendas, segundo relatos
Publicado em: 12/12/2025 às 19:20 | Atualizado em: 12/12/2025 às 19:20
A ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, foi alvo da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (12), que apura possíveis irregularidades na destinação de verbas de emendas parlamentares.
Em nota, a defesa negou qualquer irregularidade e afirmou que Mariângela exercia uma função estritamente técnica, limitando-se a organizar as emendas conforme decisões da Presidência da Câmara e do Colégio de Líderes.
Segundo os advogados, ela não tinha poder de decisão sobre a destinação dos recursos.
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Brasília, incluindo uma sala na Câmara dos Deputados e a residência da servidora. Um celular foi apreendido.
Mariângela atuava no setor responsável pela organização das indicações de emendas e, atualmente, estava lotada na liderança do PP na Câmara. Durante a gestão de Lira, ela utilizava uma sala vinculada à Presidência da Casa, próxima à Comissão Mista de Orçamento, onde despachava sobre emendas, segundo relatos.
Servidora experiente, Mariângela ocupava cargo de natureza especial, com salário bruto de R$ 23,7 mil, e trabalhou no gabinete de Lira entre 2021 e 2025.
Antes disso, passou por cargos no Executivo federal, incluindo o Ministério do Desenvolvimento Regional, além de conselhos fiscais de estatais como Codevasf, BNDES Participações e Caixa Econômica Federal.
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Foto: José Cruz/Ag6encia Brasil
