Deputado Glauber Braga promete lutar até o fim para manter o mandato
Sessão da Câmara deve ocorrer na tarde desta quarta-feira; o mandato da deputada Carla Zambelli, de São Paulo também está na pauta de votação
Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 10/12/2025 às 18:00 | Atualizado em: 10/12/2025 às 18:00
A Câmara dos Deputados decide nesta quarta-feira (10 de dezembro) sobre a cassação dos mandatos de Glauber Braga (PSOL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP). A sessão está marcada para as 15h55.
De acordo com o rito anunciado pela mesa diretora, a votação começará pelo caso de Glauber Braga. Ele foi alvo de representação partido Novo, em abril de 2024, por quebra de decoro parlamentar.
Em 2024, Glauber expulsou, a chutes e pontapés, o influenciador Gabriel Costerano, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), dos corredores da Câmara.
Em abril deste ano, o Conselho de Ética aprovou o pedido de cassação feito pelo Novo e o processo seguiu para votação no plenário, marcada para esta quarta-feira. Na ocasião, Glauber Braga fez greve de fome por nove dias.
Nesta terça-feira (9), Braga foi retirado à força da mesa diretora pela polícia legislativa após ocupar a cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), em protesto contra o processo do qual é alvo.
Antes da votação, o deputado do Psol disse que vai lutar até o último minuto para manter o mandato.
Ele criticou a ação do presidente da Câmara, Hugo Mota, que proibiu entrada de manifestantes na casa e também no plenário, assim como da perseguição da direita que sofre há um ano.
“Essa é uma ação evidente de ferimento às liberdades democráticas. Seu Hugo Motta quer fechar a Câmara para me cassar com o seus. As pessoas não podem entrar e somente os deputados ligados a ele podem? Portanto, vou lutar até o fim em agradecimento a todos aqueles que mandaram mensagens de solidariedade do Brasil inteiro”, disse Glauber Braga.
Ao lado do marido, a deputada federal Sâmia Bonfim (Psol-SP) também fez críticas ao acordo da cúpula da Câmara para cassar o mandato de Glauber. A parlamentar ressaltou que o ato é um atestado de culpa pelas denúncias e derrotas sofridas como a PEC da blindagem e do orçamento secreto
Carla Zambelli
Também deve ser votada nesta quarta-feira a cassação da deputada Carla Zambelli. Ela está presa na Itália, para onde fugiu após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em junho deste ano, o STF sentenciou Zambelli a dez anos de prisão e à perda do mandato por envolvimento na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizada pelo hacker Walter Delgatti Neto. Caso a CCJ aprove o relatório, o plenário se pronunciará em seguida.
Dois meses depois, o STF voltou a condenar a deputada, desta vez a cinco anos e três meses de prisão, novamente com perda do mandato, por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal no episódio em que perseguiu um homem com arma em punho na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
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Foto: divulgação
