Em dois anos com Lula, 8,6 milhões de brasileiros saíram da pobreza
Brasil atinge menor taxa de pobreza desde 2012, com queda histórica também na miséria extrema.
Publicado em: 09/12/2025 às 22:00 | Atualizado em: 09/12/2025 às 22:15
O Brasil virou a curva da exclusão social. Entre 2023 e 2024, 8,6 milhões de pessoas deixaram a pobreza e 1,9 milhão saiu da miséria extrema, segundo o IBGE.
Além disso, a taxa de pobreza caiu de 27,3% para 23,1%, o menor patamar desde 2012. Em números absolutos, o total de pobres recuou de 57,6 milhões para 48,9 milhões.
Enquanto isso, a extrema pobreza também encolheu. O contingente caiu de 9,3 milhões para 7,4 milhões, reduzindo a taxa de 4,4% para 3,5%, outro recorde histórico.
Segundo o levantamento, os programas de transferência de renda e o aquecimento do mercado de trabalho explicam a maior parte dessa virada.
Sem políticas sociais, a situação seria outra. A extrema pobreza saltaria de 3,5% para 10%, e a pobreza iria a 28,7%, projeta o IBGE.
No recorte regional, o Nordeste liderou a redução, com queda de 47,2% para 39,4% da população em pobreza em apenas um ano.
Já o Sul registrou a menor taxa do país, com apenas 11,2% dos moradores em situação de pobreza em 2024.
Por outro lado, a desigualdade ainda pesa sobre mulheres, pretos e pardos. Entre mulheres pretas e pardas, a pobreza chega a 30,4%.
Entre trabalhadores informais, a situação também preocupa. Um em cada cinco segue abaixo da linha da pobreza.
Ao mesmo tempo, a desigualdade de renda caiu ao menor nível da série histórica. O Índice de Gini caiu para 0,504, o melhor resultado desde 2012.
Sem os programas sociais, esse índice subiria para 0,542, o que reforça o peso direto das políticas de renda no resultado.
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Foto: Ricardo Stuckert
