Acredita nisso!? Bolsonaristas fugitivos ainda queriam R$ 80 milhões em emendas
Flávio Dino barra tentativas de Eduardo Bolsonaro e Ramagem de movimentar verba pública vivendo fora do país.
Publicado em: 04/12/2025 às 21:05 | Atualizado em: 04/12/2025 às 21:07
Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), cortou, de imediato, as emendas de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem. Os dois, vivendo fora do país, tentavam direcionar R$ 80 milhões ao Orçamento de 2026 apesar de afastados das funções legislativas.
O ministro afirmou que não existe mandato parlamentar exercido de Washington ou Roma. Para ele, deputados que fogem da jurisdição da Justiça e seguem manipulando verba pública rompem princípios básicos da administração.
Dino destacou que a apresentação de emendas exige presença real, responsabilidade política e atividade legislativa contínua — requisitos ignorados pelos dois parlamentares. Ambos estão no exterior: Ramagem deixou o país após condenação, e Eduardo Bolsonaro se mudou para os EUA e não voltou.
A decisão também expõe um problema maior: três deputados — Eduardo, Ramagem e Carla Zambelli — continuam usando prerrogativas mesmo ausentes da Câmara. Para Dino, isso distorce o processo legislativo e ameaça a legitimidade democrática.
O ministro proibiu o Executivo de receber, analisar ou executar qualquer nova emenda dos dois. A ordem vale imediatamente e impede novas manobras com recursos públicos enquanto o plenário do STF não julga o caso.
A pressão agora recai sobre a Mesa Diretora da Câmara, cobrada a lidar com o acúmulo de parlamentares foragidos ou sem atuação mínima — algo visto dentro do STF como “anomalia institucional”.
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Fotos: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
