Câmara se esconde, Senado já tem assinaturas para CPI do banco Master

Um senador do Amazonas pôs seu nome para pedir a investigação.

Publicado em: 27/11/2025 às 20:06 | Atualizado em: 27/11/2025 às 20:08

O Senado assumiu o protagonismo político do caso Master. Com 34 assinaturas, o requerimento de Eduardo Girão (Novo-CE) abriu caminho para a CPI, deixando a Câmara para trás e exposta ao desgaste.

Entre os signatários, está Plínio Valério (PSDB-AM).

A composição surpreende pela amplitude partidária. PL, Republicanos, PT, PSB, MDB e Podemos convergem para investigar as operações bilionárias entre o banco Master e o BRB, além do trânsito de autoridades em jatinhos e encontros obscuros no Distrito Federal.

Nos gabinetes, a leitura é dura: a comissão não mira apenas contratos e números, mas a rede de relações que uniu agentes financeiros e estruturas políticas pouco transparentes. A expectativa é que a CPI desenterre vínculos hoje só mencionados nos bastidores.

Na Câmara, o cenário segue travado. A proposta de Rodrigo Rollemberg não alcançou as 171 assinaturas mínimas e disputa espaço com uma fila de CPIs represadas.

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Foto: divulgação