Caso Master: deputado quer ex e atual presidentes do BC na Câmara

Pauderney Avelino quer cobrar explicações de dirigentes em audiência pública.

Publicado em: 26/11/2025 às 13:54 | Atualizado em: 26/11/2025 às 13:54

O deputado federal Pauderney Avelino (União Brasil-AM) fez requerimento de pedido de audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação, da Câmara, de autoridades e dirigentes do Banco Central e BRB para esclarecer o escândalo do banco Master, na opinião dele, a maior fraude financeira da história do país.

“Esse escândalo vai tirar um terço do fundo garantidor de crédito (FGC), ou seja, R$ 41 bilhões do total de R$ 120 bilhões, que protege investidores do sistema financeiro, prejudicando, ainda, as previdências de muitos estados e municípios, como a Amazonprev, do Amazonas”.

Avelino disse que o convite para participação na audiência pública da comissão deverá incluir o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ex, Roberto Campos Neto, o ex-diretor do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, membros do Ministério da Fazenda, entre outros.

O deputado disse que muitos dirigentes tinham recebido vários alertas sobre as operações sem lastro do Master.

“Esse descalabro não poderá ficar impune. Precisamos saber o tamanho do rombo, fruto da ganância que lesou correntistas, aplicadores CDB e CDI, o fundo garantidor e as previdências, como a Amazonprev, do meu estado, que aplicou R$ 56 milhões no Master”, afirmou.

Segundo o deputado, a garantia do fundo só cobre aplicações de até R$ 250 mil por CPF, reforçando o prejuízo que contamina instituições, estados e 18 fundos previdenciários de estados e municípios, cujos investimentos “viraram pó”, nas palavras do parlamentar.

Compliance Zero

A liquidação extrajudicial do Master culminou na prisão do CEO e controlador Daniel Vorcaro e de mais cinco pessoas, no âmbito da operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

As investigações apontam falsificação de instrumentos de crédito e outras práticas irregulares.

Segundo autoridades, parte significativa dos ativos do banco estava concentrada em fundos ilíquidos — o que aumentava o risco das operações.

Foto: divulgação