Amazônia: o poder do petróleo e gás do Amazonas no Norte e Nordeste
Com 39 anos de Urucu, Petrobras prepara novos poços e amplia influência energética na região
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 26/11/2025 às 09:02 | Atualizado em: 26/11/2025 às 09:04
Urucu completa 39 anos como um dos principais polos de petróleo e gás do país e segue no centro da matriz energética do Norte e do Nordeste.
Segundo Daniela Branches, da Rede Amazônica, a Petrobras planeja perfurar 22 novos poços em 2026, após a conclusão dos estudos e do licenciamento ambiental, ampliando a oferta de combustíveis menos poluentes.
Com isso, a estatal busca responder à demanda crescente por energia mais limpa, mantendo Urucu como peça-chave da transição energética no Amazonas. O complexo abastece residências, indústrias e 12 termelétricas que já substituíram o diesel pelo gás natural, reduzindo emissões e custos operacionais.
O gerente da unidade, Hilter Bandeira, destaca a relevância do fornecimento:
“Entregamos para Manaus diariamente entre 5 e 6 milhões de m³ de gás natural”.
Descoberto em 1986 e operado desde 1988, o campo mantém 75 dos 100 poços perfurados em atividade e ocupa 332 milhões de m², produzindo petróleo leve e de baixo teor de metais pesados, base para derivados de alto valor como querosene de aviação e óleo diesel.
A logística funciona em duas frentes: o GLP percorre 285 km até Coari e segue por embarcações até Manaus, enquanto o gás natural viaja por 700 km de dutos que cruzam os rios Solimões e Negro e abastecem municípios como Codajás, Anori, Anamã, Caapiranga, Manacapuru e Iranduba.
Assim, a nova etapa de perfurações prevista para 2026 reforça o papel estratégico citado por Daniela Branches, consolidando Urucu como âncora energética do Norte e com efeito direto no abastecimento do Nordeste.
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Foto: Agência Petrobras
