Fundo Amazônia: R$ 18,4 milhões vão reflorestar terras indígenas no AM
Fundo Amazônia investe em projetos de restauração ecológica para reflorestar 432 hectares em Terras Indígenas no sul do Amazonas.
Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 25/11/2025 às 19:47 | Atualizado em: 25/11/2025 às 19:47
Com recursos do Fundo Amazônia, o governo do presidente Lula da Silva aprovou dois projetos envolvendo R$ 18,4 milhões para restauração florestal em áreas indígenas nos municípios de Canutama e Humaitá, no sul do Amazonas.
Ao todo, são 19 propostas que receberão R$ 123,6 milhões de apoio do Fundo Amazônia para restaurar uma área total de 3.380 hectares na região conhecida como Arco do Desmatamento, que concentra 75% de toda a devastação da Amazônia.
O Fundo Amazônia vai investir R$ 450 milhões para transformar essa região no Arco da Restauração.
Em Humaitá, a WCS Brasil – Wildlife Conservation Society vai trabalhar na recuperação de 200 hectares (ha) nas terras indígenas de Diahui, Sepoti e na Flona de Humaitá, uma unidade de conservação. O projeto está orçado em R$ 8,6 milhões.
Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé vai recuperar uma área de 232 ha nas terras indígenas de Uru Eu Wau Wau, Karipuna, Juma, Nove de Janeiro, Ipixuna e Diahui, localizadas nos municípios de Nova Mamoré, Porto Velho, Canutama e Humaitá. Os recursos serão de R$ 9,7 milhões.
Restauração
“Não é uma questão simplesmente de restauração da vegetação, mas é fazer com que o território tenha a continuação das suas sementes tradicionais, da sua vegetação nativa, da sua forma de cuidar da terra. Então, significa muito mais que restauração ecológica”, diz a presidenta da Funai, Joenia Wapichana.
Para ela, os projetos significam a “vida dos povos indígenas serem reafirmadas nesses territórios, serem continuadas com as suas práticas tradicionais, seu manejo, seu uso da terra”.
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“O Restaura Amazônia é uma iniciativa de larga escala para plantar árvores nativas e evitar que a floresta atinja um ponto de não-retorno de devastação”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
“Essa iniciativa é ponto central do Arco da Restauração, que, além de regenerar áreas degradadas, cria um cinturão de proteção para deter o desmatamento”, observa Mercadante.
Foto: reprodução
