Atordoado após ajudar na prisão do pai, Flávio e PL exumam ideia de anistia
Esse é o máximo que o partido de Bolsonaro conseguiu pensar na derrocada do seu líder.
Publicado em: 24/11/2025 às 20:41 | Atualizado em: 24/11/2025 às 20:42
A cúpula bolsonarista tenta um respiro político diante da derrocada do seu líder. Após reunião na sede do PL, em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a oposição vai focar exclusivamente na anistia dos condenados pelo golpe de 8 de janeiro, rejeitando qualquer negociação sobre redução de penas.
“Nosso objetivo único é aprovar do PL da Anistia na Câmara dos Deputados e, em tendo êxito, no Senado Federal”, disse Flávio. O filho do ex-presidente descartou barganhas com o relator do Projeto de Lei da Dosimetria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que defende um meio-termo.
“Sempre deixamos claro que esse tipo de acordo nós não faríamos. O que a gente sempre pediu é que a democracia prevalecesse. O relator pauta o relatório dele e nós vamos usar os artifícios regimentais para aprovar a anistia”, completou Flávio.
A estratégia discutida prevê aprovar a anistia por destaque no plenário, contornando a discussão sobre parâmetros de pena. Segundo os presentes, essa seria a forma de acelerar o processo.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), confirmou articulação direta com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). Ele declarou que conversou com Motta no sábado, dia da prisão de Bolsonaro, e relatou que o deputado estaria consultando líderes para tratar do tema. Sobre Alcolumbre, disse ver “amadurecimento da pauta”.
Segundo integrantes do PL, a missão agora não é obstruir votações, mas “destravar a pauta” para que a anistia seja votada rapidamente. O cálculo interno é simples: recuperar capital político antes que o impacto da prisão do ex-presidente asfixie a tropa.
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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
