STF vota sobre manter prisão preventiva de Bolsonaro: já está 2 a 0
Violação da tornozeleira e armação de fuga estão pesando mais na votação da primeira turma.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 24/11/2025 às 08:53 | Atualizado em: 24/11/2025 às 08:55
O Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da primeira turma, vota nesta segunda-feira (24), o julgamento que vai decidir se mantém a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Até o momento, o placar está em 2 a 0 pela manutenção da decisão.
A prisão preventiva foi decretada, no sábado (22/11) pelo ministro Alexandre de Moraes, após o relator apontar uma série de fatores que indicariam risco à investigação, entre eles a violação da tornozeleira eletrônica e a possibilidade de fuga.
Conforme publicação do site Metrópoles, em seu voto, Moraes reafirmou que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares de forma consciente.
“Voto no sentido de referendar a decisão de converter as medidas cautelares anteriormente impostas em prisão preventiva de Jair Messias Bolsonaro”, afirmou o ministro.
Moraes citou um laudo que, segundo ele, comprova que o ex-presidente “violou dolosa e conscientemente o equipamento de monitoramento eletrônico, conforme comprova o relatório da SEAP/DF”.
Na audiência de custódia, realizada no domingo (23/11), Bolsonaro justificou os danos na tornozeleira afirmando ter sofrido um “surto” após a combinação de dois medicamentos controlados.
O ministro destacou ainda que Bolsonaro “é reiterante no descumprimento das diversas medidas cautelares impostas”.
Ele mencionou, como exemplo, a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a “confissão” do ex-presidente sobre a inutilização da tornozeleira.
No plenário virtual, Moraes reforçou: “Na audiência de custódia, realizada em 23 de novembro de 2025, Jair Messias Bolsonaro, novamente, confessou que inutilizou a tornozeleira eletrônica, com cometimento de falta grave, ostensivo descumprimento da medida cautelar e patente desrespeito à Justiça”.
O segundo voto foi o do presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, que acompanhou integralmente o relator. Dino afirmou que a condenação de Bolsonaro nos atos golpistas “presta-se inclusive a comprovar a periculosidade do agente”.
“Voto pelo referendo integral da decisão cautelar proferida pelo eminente ministro relator, com a decretação da prisão preventiva de Jair Messias Bolsonaro”, declarou.
Dino ainda mencionou a “periculosidade” atribuída ao ex-presidente e citou as recentes fugas de deputados aliados, como Carla Zambelli e Alexandre Ramagem, para reforçar o argumento de que há uma “ambiência vulneradora da ordem pública em que atua a organização criminosa chefiada por Jair Bolsonaro”.
Assim sendo, o julgamento segue no plenário virtual da Primeira Turma, que é composta por cinco ministros. A decisão final deve ser conhecida até o fim da sessão.
Leia mais no Metrópoles.
Leia mais
STF vai julgar referendo da prisão preventiva de Bolsonaro
Foto: Gustavo Moreno/STF
