COP-30: plano alerta sobre riscos dos desastres naturais no Amazonas
O Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDC) alerta para inundações fluviais extremas e secas prolongadas, agravados pelo desmatamento.
Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 19/11/2025 às 17:06 | Atualizado em: 19/11/2025 às 17:07
Lançado nesta quarta-feira (19 de novembro) durante a COP-30, em Belém (PA), o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDC) alerta para os riscos dos desastres naturais envolvendo a região Norte e o Amazonas.
De acordo com o PNPDC, a região enfrenta ameaças como inundações fluviais extremas, secas prolongadas e vulnerabilidades ligadas ao desmatamento.
A Defesa Civil do Amazonas, por exemplo, deverá estabelecer diretrizes estratégicas para fortalecer a prevenção, a preparação e a resposta a desastres.
Para isso, deverá delimitar o objetivo e o propósito do plano local e detalhar a organização interna dos órgãos de Defesa Civil, as ações específicas, as fontes de financiamento e as responsabilidades de cada entidade envolvida nas ações.
O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional diz que o PNPDC foi elaborado com participação ativa da sociedade e resultado de um processo inédito de escuta e construção coletiva.
“Principal instrumento de gestão de riscos de desastres no Brasil, a ferramenta foi construída a partir de consultas públicas, conselhos, fóruns e parcerias com universidades”, diz a pasta.
“A abordagem participativa garantiu que o plano não fosse apenas uma diretriz governamental, mas uma ferramenta útil e eficaz, construída com o conhecimento e experiência dos que enfrentam os desastres na linha de frente”, afirma o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.
Participação
O trabalho também envolveu a participação de diversas instituições federais e estaduais, órgãos municipais de defesa civil e setor privado.
“Esperamos que o plano reflita as necessidades e realidades locais. Tudo foi feito de forma colaborativa, incorporando contribuições de todos os envolvidos, o que tornou o documento mais robusto e alinhado com a realidade brasileira. A sociedade civil foi bastante ouvida”, reforça o secretário.
Leia mais
Amazônia: seca extrema atingiu 459 municípios em 2024
A participação social na criação da ferramenta garantiu caráter inclusivo, considerando os grupos sociais mais vulneráveis, como crianças, mulheres, idosos, pessoas com deficiência, povos e comunidades tradicionais, pessoas com mobilidade reduzida, comunidades LGBTQIAPN+, refugiados e migrantes.
Foto: divulgação
