Lula quer primeiro hospital inteligente do SUS, com IA da China, até 2028

Brics vai investir R$ 1,7 bilhão em rede nacional de serviços inteligentes com 14 UTI nas cinco regiões do país.

Lula quer primeiro hospital inteligente do SUS, com IA da China, até 2028

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 17/11/2025 às 15:13 | Atualizado em: 17/11/2025 às 15:13

O Ministério da Saúde deu, na sexta-feira (14), o passo decisivo para inaugurar uma nova era na atenção às emergências no sistema público brasileiro. Com isso, em acordo firmado com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e com o governo de São Paulo, a pasta autorizou a criação do Instituto Tecnológico de Emergência, o primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS).

Conforme informações do g1, o novo prédio será construído dentro do complexo do HC e projetado do zero para operar com sistemas digitais de última geração, inteligência artificial e rede 5G dedicada. Ou seja, tecnologia que permitirá integrar ambulâncias, equipes de saúde e centros de regulação em tempo real, reduzindo o tempo de resposta e ampliando a precisão nos atendimentos.

Obras começam em 2026

Com investimento estimado em R$ 1,7 bilhão, financiado pelo Banco dos BRICS (NDB), as obras devem começar em 2026. A expectativa é que o hospital entre em funcionamento entre 2028 e 2029.

Dessa forma, o projeto faz parte de uma estratégia nacional que prevê a instalação de 14 UTIs inteligentes nas cinco regiões do país, formando uma rede integrada de cuidados de alta complexidade.

Brasil entra na rota global dos hospitais inteligentes

Idealizadora da iniciativa, a cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar, professora titular de Emergências da USP, afirmou ao g1 que o plano coloca o Brasil no caminho de uma tendência já presente em países como a China, onde hospitais inteligentes funcionam com protocolos automatizados, monitoramento contínuo e conexão direta com sistemas urbanos de emergência.

Regulação ainda é analógica — e deve mudar

O pronto-socorro do Hospital das Clínicas não funciona como porta aberta. Diferente de uma UPA — onde qualquer pessoa pode chegar espontaneamente — o HC só atende casos regulados, encaminhados por outras unidades da rede pública após triagem e avaliação médica inicial.

Hoje, para que um paciente seja aceito, é necessário que a Cross, sistema de regulação do estado, libere uma vaga. Mas esse processo ainda é lento e artesanal: envolve telefonemas, e-mails, mensagens e confirmações manuais de disponibilidade.

A expectativa é que o novo Instituto Tecnológico de Emergência modernize esse fluxo, permitindo rastreamento automático de leitos, comunicação integrada entre unidades e tomada de decisão baseada em dados, reduzindo gargalos e acelerando o atendimento de pacientes graves.

Com o acordo firmado, o Brasil se prepara para dar um salto tecnológico no atendimento de emergências, aproximando o SUS das práticas mais avançadas do mundo.

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil