Cientista diz que legado da COP-30 será zerar desmatamento
Carlos Nobre, climatologista, define a meta da COP-30 para evitar o ponto de não retorno da Amazônia e proteger milhões de habitantes vulneráveis a ondas de calor e secas.
Gabriel Ferreira, especial para o BNC Amazonas
Publicado em: 15/11/2025 às 11:07 | Atualizado em: 17/11/2025 às 08:31
Um dos maiores climatologistas do planeta, Carlos Nobre disse em entrevista ao BNC Amazonas, nesta sexta-feira (14/11), que um dos legados da COP-30, em Belém (PA) precisar ser o de “reduzir emissões imediatamente, zerar todos os desmatamentos especialmente das florestas tropicais”.
Entre as principais discussões nesta COP, o cientista alertou que atualmente 75% das emissões de gases poluentes é de combustíveis fósseis, além disso, o desmatamento em florestas tropicais tem levado a Amazônia “na beira do ponto de não retorno”, ou seja, a savanização e destruição total do bioma.
Diante disso, Nobre frisou a importância de preparar as mais de 47 milhões de pessoas habitantes na Amazônia que “estão muito vulneráveis a todos esses eventos extremos que estão acontecendo, especialmente a essas ondas de calor, as secas”.
Restauração florestal
Lançado na COP-28, em Dubai, no Emirados Árabes Unidos, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Arco de Restauração Florestal tem meta de restaurar 240 mil km² da Amazônia Brasileira. Essa ação, segundo o climatologista, pode ser um dos mecanismos para proteger as populações.
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“Áreas de florestas desmatadas ficam muito mais quentes e estão levando a 28 mil mortes por ano, áreas de florestas tropicais. Aqui nas Américas, 3 mil mortes por ano, a maioria aqui na Amazônia pela onda de calor, do desmatamento. E lógico, nós temos que criar soluções, aumentar muito a capacidade de adaptação de milhões e milhões de habitantes, especialmente nós aqui da Amazônia”, explicou.
Foto: reprodução/assessoria
