OAB-AM pede punição a agentes da PF que prenderam advogados do CV
Entidade acusa a PF de violar as prerrogativas da profissão. Processo aponta que o grupo usava a advocacia em favor do crime
Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 14/11/2025 às 15:37 | Atualizado em: 14/11/2025 às 15:37
A Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM) liderou um protesto em frente à sede da Superintendência da Polícia Federal, em Manaus, nesta sexta, 14 de novembro.
Foi um ato contra policiais que prenderam, na semana passada, quatro advogados acusados de envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho no Amazonas.
Nesse caso, foram presos os advogados:
– Janai de Souza Almeida,
– Alison Joffer Tavares Canto de Amorim,
– Ramyde Washington Abel Caldeira Doce Cardozo e
– Gerdeson Zuriel de Oliveira Menezes.
As investigações da operaçao Xeque-mate apontam que eles integravam o braço jurídico e operacional do crime organizado no Amazonas.
Prerrogativas
Conforme os advogados, a manifestação pública foi em defesa das prerrogativas da categoria.
Tanto a entidade quanto a defesa dos investigados denunciam que os policiais que prenderam os advogados violam os direitos da profissão.
O presidente da seccional, Jean Cleuter Mendonça, que endossou e participou do processo, disse que a OAB vai representar os envolvidos na operação.
De acordo com Mendonça, a comissão de direitos humanos da OAB já fez diligência.
“Nós temos que ter responsabilidade de levar todas as provas, levar todas as evidências, para entrar, sim, com uma representação consistente. A Ordem dos Advogados do Brasil não vai se calar”.
Mendonça falou em punição aos policiais.
“A Ordem dos Advogados do Brasil vai fazer, dentro das medidas, dentro das formalidades, tudo o que for necessário para apuração e punição dos envolvidos neste caso”.
Prisão preventiva mantida
Nesta quarta-feira, contudo, a Justiça federal negou pedido da defesa dos advogados para que eles fossem soltos.
Um dos argumentos no pedido de habeas corpus falava de violação das prerrogativas dos advogados.
No entanto, o juiz federal Antônio Cláudio Silva manteve a prisão e recusou o recurso.
No processo, consta que os advogados usavam a advocacia para “comunicar ordens e relatórios entre os presos e os integrantes da facção em liberdade”.
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Fotos: Robson Corrêa/cortesia ao BNC Amazonas
