COP-30: protesto contra exploração do petróleo e gás na Amazônia
Indígenas e quilombolas criticam exploração na foz do rio Amazonas e acusam o Ipaam de autorizar atividades em territórios protegidos.
Gabriel Ferreira, enviado do BNC Amazonas à COP-30
Publicado em: 13/11/2025 às 20:35 | Atualizado em: 13/11/2025 às 22:58
Um grupo de manifestantes formado por indígenas e quilombolas da Amazônia realizou um ato contra a exploração de petróleo e gás na região nesta quinta-feira (13 de novembro), na zona azul da COP-30, em Belém (PA).
Eles estendiam faixas e cartazes com frases em inglês que traduzidas diziam: “Amazônia livre do petróleo e gás”, “nosso futuro não está a venda” e “chega de combustíveis fosseis”.
Entre os manifestantes, estava o cacique Jonas Mura, da terra indígena Gavião Real, do Amazonas. Ao BNC Amazonas, ele criticou a exploração de petróleo da foz do rio Amazonas, autorizada pelo Ibama um mês antes da conferência do clima.
“Isso não deveria acontecer, porque ali moram várias etnias, vários povos e que dependem dos manguezais, depende da costa do Amazonas pra sobrevivência do pescado e se der alguma coisa, algum problema, quem vai pagar por isso são as vidas dos povos indígenas”.
O indígena também fez duras críticas ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) pela liberação de exploração de recursos naturais em territórios indígenas, como o caso do gás natural na região dos municípios de Silves e Itapiranga, no Amazonas, conhecido como complexo do Azulão.
“O Ipaam, por exemplo, que ao invés de proteger os povos indígenas, faz é liberar a exploração de gás dentro dos territórios. O Ipaam do estado do Amazonas faz isso, e está matando os povos indígenas do Amazonas”.
Leia mais
‘COP-30 pegou ‘xawara’, doença do mundo dos brancos’, diz Kopenawa
Foto: Gabriel Ferreira/especial para o BNC Amazonas
