Omar Aziz destaca discrição de Paulo Gonet para sua recondução à PGR
Por 45 votos a 26, o Senado aprovou a recondução de Paulo Gonet ao cargo. Antes da votação no plenário, ele foi sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 12/11/2025 às 19:09 | Atualizado em: 12/11/2025 às 23:41
Relator da mensagem do presidente Lula da Silva sobre a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República (PGR), o senador Omar Aziz (PSD) considerou a discrição do indicado sua melhor qualidade, ao passo que a oposição criticou essa conduta.
Por 45 votos a 26, o Senado aprovou nesta quarta-feira, 12 de novembro, a recondução de Paulo Gonet ao cargo. Antes da votação no plenário, ele foi sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
“No relatório, fui muito sucinto e claro em relação à posição. E uma das melhores posições do doutor Paulo Gonet, no meu ponto de vista, é que não é uma pessoa midiática”, defende Aziz.
De acordo com o senador, o PGR é uma pessoa que se limita ao processo. “Ele trata as questões nos autos, e não pela imprensa, tentando ganhar um like a mais, um like a menos. Isso é muito importante”, justifica.
Aziz diz que contou com a colaboração do corregedor Nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, para elaborar o seu relatório.
“Foi uma das pessoas com que eu conversei. Até porque é um ministro do meu estado, por quem eu tenho um respeito muito grande. Pedi a contribuição de várias pessoas, para que pudéssemos fazer um relatório em que não só eu tivesse uma opinião, mas queria ouvir a opinião de muitas pessoas”, explica.
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Para o senador, a postura de Gonet deve ser a mesma do Judiciário brasileiro que precisa ser pelos autos e “não se pautar pela opinião pública de um modo geral”.
“Isso tem prejudicado, muitas vezes, a atuação do Judiciário e do Ministério Público – principalmente do Ministério Público -, que, muitas vezes, é o autor da denúncia, ou quase todas as vezes é o autor da denúncia”, diz o senador.
Sabatina
Na sabatina, Gonet defendeu a atuação da PGR nos processos que apuram os atos golpistas do 8 de janeiro de 2023.
O PGR destacou que houve 715 condenações e 12 absolvições. Outros 606 casos ainda estão em andamento.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado no Supremo Tribuna Federal (STF) pela tentativa de golpe de Estado, acusou o PGR de de fazer conluio com o Supremo e disse que ele era uma “vergonha” para o Ministério Púbico.
Para rebater o filho do ex-presidente, Gonet leu uma mensagem de apoio enviada pelo presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Schettino.
“Parece que não há vergonha da classe em ter o atual procurador-geral à frente da carreira”, devolve o PGR.
Foto: Ariel Costa/Agência Senado
