Imbecilidade e preconceito absurdo, dizem Serafim e Ramos de artigo do Valor
Mais um ataque da imprensa sulista à ZFM tem a reação imediata do Amazonas
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 11/11/2025 às 11:32 | Atualizado em: 11/11/2025 às 11:32
A Zona Franca de Manaus (ZFM) voltou ao centro de polêmicas após a publicação de um artigo no jornal Valor Econômico, nesta segunda-feira (10 de novembro). O texto, intitulado “COP em Belém e bilhões para ar-condicionado em Manaus”, foi assinado pelo economista Bruno Carazza, da Fundação Dom Cabral.
No artigo, Carazza classificou o modelo da ZFM como “poluente e insustentável” e apontou a produção de aparelhos de ar-condicionado no Polo Industrial de Manaus (PIM) como “contraditória com a agenda climática”.
As declarações geraram reação imediata no Amazonas, onde autoridades consideraram o texto preconceituoso e desinformado.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Serafim Corrêa, criticou duramente o artigo e chamou o ataque de “preconceito absurdo”.
“Esse tipo de preconceito contra a Zona Franca é inaceitável. O Amazonas tem 97% da floresta preservada justamente por causa do modelo industrial. Dizer que produzir ar-condicionado é o problema do aquecimento global é uma estupidez”, afirmou.

O ex-deputado federal Marcelo Ramos também reagiu com indignação e classificou as declarações de Carazza como “intelectualmente desonestas”.
“Quanta imbecilidade, quanta estupidez! O preconceito com a Zona Franca de Manaus, de setores da elite econômica paulista, está ultrapassando os limites do ridículo”, declarou.
Ramos ainda ironizou o argumento do economista:
“Dizer que o problema do aquecimento global é produzir ar-condicionado na Zona Franca é o cúmulo do absurdo. Como se as pessoas não pudessem se refrigerar porque o mundo está mais quente. É um argumento ridículo para alguém que se diz cientista”.
Assista aos pronunciamentos:
Suframa sai em defesa da ZFM
Em nota oficial, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) repudiou o artigo e classificou-o como uma “visão distorcida e unilateral”.
“A matéria falha ao não reconhecer o papel da ZFM: manter a floresta em pé. O modelo evita o avanço de atividades predatórias e garante renda e empregos sustentáveis”, destacou a autarquia.
A Suframa também reforçou que o Polo Industrial de Manaus gera mais de 500 mil empregos diretos e indiretos e que o Amazonas tem apenas 7,4% de área desmatada, contra 34,6% no Pará e 31% no Mato Grosso.
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Foto: BNC Amazonas
