Moraes entra de sola nos kids pretos golpistas de Bolsonaro

Ministro rejeita pedidos da defesa, mantém-se no caso e reforça validade das provas contra acusados de planejar assassinatos.

O ministro do STF concedeu liberdade provisória a Valdemar Costa Neto, líder do Partido Liberal (PL), porém impôs medidas cautelares.

Publicado em: 11/11/2025 às 10:52 | Atualizado em: 11/11/2025 às 11:11

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), descartou nesta terça-feira (11) todas as tentativas das defesas de anular diligências no processo contra o chamado núcleo 3 da trama golpista. Ele reafirmou que as provas são válidas e que não houve violação ao direito de defesa.

Moraes também recusou o pedido de afastamento que os próprios réus apresentaram, alegando conflito de interesse, já que citaram o ministro nas investigações.

Durante a sessão, ele detalhou os pedidos que aceitou e os que rejeitou desde o início da apuração, ressaltando que a Polícia Federal concedeu acesso integral aos advogados e que o prazo para analisar as provas foi suficiente.

O julgamento agora segue com as sustentações orais: primeiro fala o procurador-geral da República, Paulo Gonet, seguido pelas defesas. Depois, Moraes apresentará seu voto, acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Os réus são acusados de criar os planos “Copa 2022” e “Punhal Verde e Amarelo”, que previam o monitoramento e assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice Geraldo Alckmin e do próprio Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pede condenação de nove dos dez acusados.

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Foto: Antonio Augusto/SCO/STF