Primeira parte do aterro sanitário de Manaus sai antes da COP-30
Prefeito anuncia que até fevereiro de 2026 o aterro vai operar 2.600 toneladas diárias de lixo.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 07/11/2025 às 20:00 | Atualizado em: 07/11/2025 às 20:40
Às vésperas da COP-30, em Belém (PA), o prefeito David Almeida anunciou nesta quinta-feira (6) que a primeira célula operacional do novo aterro sanitário de Manaus será concluída até este 15 de novembro. A estrutura, localizada no quilômetro 19 da AM-10, marca a primeira entrega do complexo de 67 hectares que promete encerrar um passivo ambiental de mais de três décadas.
De acordo com o prefeito, a cidade “assumiu a responsabilidade por resolver um problema estrutural ignorado por décadas”. Ele destacou que o antigo aterro controlado está em colapso e que a nova estrutura representa “a solução definitiva para um problema histórico de Manaus”.
Estrutura moderna e sustentável
O aterro foi projetado com quatro células sanitárias, cada uma com cinco hectares, totalizando 20 hectares de área operacional. Cada célula possui 50 mil metros quadrados e foi construída com camadas de impermeabilização, sistemas de drenagem e tratamento de efluentes, reaproveitamento de água e aproveitamento energético.
A capacidade total é de 2.600 toneladas de resíduos por dia, com vida útil estimada de 20 anos e investimento entre R$ 20 e 25 milhões. A operação completa está prevista para fevereiro de 2026, quando o empreendimento se tornará o primeiro do Norte do Brasil totalmente adequado à resolução 430 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).
Biometano e transição energética
Durante a vistoria, Almeida afirmou que a estrutura será um dos pilares da participação de Manaus na COP-30. Ele anunciou que a usina associada ao aterro irá produzir biometano, substituindo o diesel usado na frota de coleta de lixo.
“Com o biometano produzido aqui, vamos mover a frota com energia limpa e reduzir as partículas poluentes. Manaus fará sua transição energética usando o gás gerado no próprio aterro”, disse o prefeito.
O projeto prevê a captação e conversão de gás metano em biometano para abastecer até 300 veículos por dia.
Impacto e legado ambiental
O aterro sanitário também inclui lagoas de chorume para tratamento de efluentes, reaproveitamento de água tratada na umectação das vias internas e hidrossemeadura das áreas de cobertura. A operação é planejada para manter controle ambiental contínuo e minimizar impactos sobre o solo e as águas subterrâneas.
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Foto: Dhieyzo Lemos/Semcom
