Liberação para explorar foz do Amazonas reacende debate ambiental
Autorização do Ibama à Petrobrás para perfuração na margem equatorial promete avanços econômicos, mas levanta alerta sobre riscos à biodiversidade
Publicado em: 02/11/2025 às 14:44 | Atualizado em: 02/11/2025 às 14:51
A autorização do Ibama para que a Petrobrás perfure um poço exploratório no bloco FZA-M-059, na foz do rio Amazonas, marca o início da busca por petróleo e gás na Margem Equatorial brasileira, região considerada estratégica por seu alto potencial energético e relevância ambiental.
O aval, que permite apenas a fase inicial de prospecção, reacendeu discussões sobre o equilíbrio entre crescimento econômico e conservação dos ecossistemas da Amazônia marinha, que abrigam recifes, manguezais e espécies únicas.
Dessa maneira, especialistas alertam para riscos de vazamentos e impactos sobre comunidades pesqueiras e indígenas, enquanto defensores do projeto destacam o potencial de geração de empregos, investimentos e arrecadação de royalties nos estados do Amapá e Pará.
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A Petrobrás prevê a perfuração de até 16 poços exploratórios na Margem Equatorial até 2028, sob fiscalização ambiental rigorosa.
A iniciativa pode redefinir a política energética do país, mas também pressiona o governo a conciliar exploração de combustíveis fósseis com compromissos de transição ecológica e proteção da biodiversidade.
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Foto: Elsa Palito/Greenpeace Brasil
