Flutuantes do Tarumã: MP-AM vai até ordem ser cumprida
Promotora cobra execução imediata da retirada dos flutuantes irregulares do rio
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 31/10/2025 às 11:11 | Atualizado em: 31/10/2025 às 11:14
Durante o workshop de elaboração do Plano de Bacia Hidrográfica do Rio Tarumã-Açu, nesta quinta-feira (30 de outubro), a promotora do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), Lílian Maria Pires Stone, exigiu o cumprimento da sentença que determina a retirada dos flutuantes irregulares do rio.
“Estamos em outubro de 2025, com uma sentença em andamento para ser executada, que já determina a remoção das embarcações irregulares”, disse.
Lílian Stone afirmou que a crise atual decorre da falta de gestão das bacias hidrográficas de Manaus.
“Se tivéssemos a gestão das bacias e a gerência do uso do espelho d’água, as consequências não seriam as que se apresentam hoje”, declarou.
Além disso, a promotora ressaltou que uma administração adequada permitiria a operação legal e sustentável dos flutuantes com “adequação à legislação e rendendo monetariamente, sem os impactos ambientais que preocupam o MP-AM”.
Por isso, o MP-AM e a Defensoria Pública pediram à Prefeitura de Manaus a instalação de barreiras nos igarapés, a identificação e remoção de flutuantes irregulares, e a criação de uma unidade gestora com poder de polícia. Além disso, solicitaram ao Estado fiscalização na foz do Tarumã-Açu.
Enquanto isso, o Governo do Amazonas iniciou a elaboração do Plano de Bacia Hidrográfica do Tarumã-Açu, com investimento de R$ 2,4 milhões e prazo previsto até dezembro de 2026, incluindo coleta de dados, elaboração de cenários e consultas públicas em 2026.
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Foto: Ronaldo Siqueira/especial para o BNC Amazonas
