Após fracasso de operação, governador do Rio pode sofrer intervenção
Matança de 64 pessoas, incluindo policiais, expôs erros do plano do governador
Publicado em: 28/10/2025 às 22:57 | Atualizado em: 28/10/2025 às 23:00
O governo federal estuda uma intervenção política na segurança pública do Rio de Janeiro, sob o comando de Cláudio Castro, após a operação policial que deixou 64 mortos, incluindo quatro agentes, nos complexos do Alemão e da Penha.
A possibilidade foi discutida em reunião de emergência no Palácio do Planalto, com participação dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Ricardo Lewandowski (Justiça) e da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
Nesta quarta-feira (29), Lewandowski e Costa viajam ao Rio para se reunir com o governador e discutir medidas de cooperação.
O governo estadual deve pedir a transferência de dez presos de alta periculosidade para presídios federais — solicitação já aceita pelo Planalto.
Fontes do governo afirmam que Lula será o responsável por decidir sobre uma eventual intervenção federal, semelhante à de 2018, mas com comando civil e sem presença militar.
O presidente será informado pessoalmente após retornar de viagem à Ásia.
A crise ganhou força após o governo do Rio omitir em nota oficial as mortes dos policiais, mencionando apenas prisões e apreensões.
A operação, que mobilizou 2,5 mil agentes, foi anunciada como a maior da história do estado, mas gerou forte repercussão política e questionamentos sobre letalidade e violação de direitos humanos.
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Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
