Unidade ambiental do Amazonas pode ser concedida a empresas

Governo federal autoriza concessão de parque que abrange três municípios do sul do estado

Amazônia: parceria cria plataforma para estimar desmatamento

Da Redação  do BNC Amazonas

Publicado em: 22/10/2025 às 14:45 | Atualizado em: 22/10/2025 às 14:45

O presidente Lula da Silva (PT) assinou o decreto 12.685, publicado nesta terça-feira (21 de outubro) no diário oficial da União, que autoriza a concessão de nove unidades de conservação da Amazônia à iniciativa privada.

Entre elas está o Parque Nacional dos Campos Amazônicos, principal área afetada no Amazonas, que poderá ser administrada por empresas para manejo sustentável, turismo ecológico e recuperação ambiental.

Criado em junho de 2006, o Parque tem 961 mil hectares e se estende pelos estados do Amazonas, Rondônia e Mato Grosso.

No território amazonense, a área alcança os municípios de Novo Aripuanã (68%), Manicoré (18%) e Humaitá (0,01%).

O governo destaca que o modelo de concessão não transfere a titularidade da floresta à iniciativa privada, mantendo a União como proprietária do patrimônio natural. As empresas poderão explorar produtos florestais madeireiros e não madeireiros, além de serviços turísticos, sempre dentro dos limites do plano de manejo ambiental.

Gestão e potencial econômico

Segundo o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o decreto visa estimular investimentos privados no uso sustentável das florestas públicas, alinhando desenvolvimento econômico e conservação ambiental.

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) ficará responsável por coordenar o processo licitatório que definirá as concessionárias. Os contratos serão temporários e onerosos, e deverão priorizar projetos de restauração florestal e recuperação de áreas degradadas.

O parque é reconhecido por sua alta diversidade biológica, com 332 espécies de aves, 44 mamíferos terrestres, 51 anfíbios, 40 répteis e 188 espécies de peixes, reunindo ecossistemas típicos da Floresta Amazônica e do Cerrado.

Com a medida, o governo federal amplia a participação da iniciativa privada na gestão ambiental da Amazônia, somando-se aos 1,3 milhão de hectares de florestas públicas já concedidas até agosto de 2025.

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Foto: Reprodução