Damares culpa Greenpeace por destruição de balsas de garimpeiros no Amazonas

Senadora acusa Greenpeace por destruição de balsas e denuncia abusos em operação da PF no Amazonas.

Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 16/10/2025 às 18:31 | Atualizado em: 16/10/2025 às 18:33

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse que a operação da Polícia Federal (PF) que destruiu balsas e embarcações de garimpeiros em Humaitá e Manicoré, no Amazonas, foi articulada pelo Greenpeace.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, a senadora do Distrito Federal apresentou nesta quinta-feira (16 de outubro) o relatório de diligência realizada há duas semana nos dos municípios amazonenses, na qual ela esteve presente junto com o senador Plínio Valério (PSDB-AM).

“Os moradores foram diretamente atingidos por uma operação da Polícia Federal que, com a articulação do Greenpeace, destruiu embarcações dos moradores muito próximo da cidade. Isso traumatizou as crianças, colocou até mulheres grávidas e idosos em risco. Violaram direitos humanos”, acusa a senadora.

Ela diz que a operação em Humaitá foi desumana. “O Estado tem o dever de proteger, não de destruir. Que este relatório sirva como um alerta e um compromisso de reparação e justiça para o povo amazônida”, afirma Damares.

Impactos

Plínio destacou no relatório o uso excessivo da força, destruição de moradias e impactos humanitários durante a operação. “Entre as principais constatações estão o lançamento de mais de 1.500 explosivos, destruição de moradias flutuantes, suspensão de aulas de quase 10 mil alunos, contaminação das águas e relatos de traumas e pânico coletivo durante as ações policiais”, diz nota de Plínio.

“Foi uma diligência importantíssima para ouvir e socorrer os desabrigados dos flutuantes destruídos em uma operação executada com requintes de crueldade, sem nenhuma preocupação com o impacto social, comercial e humano”, diz o senador.

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O documento recomenda o envio de requerimentos de informação aos ministérios da Justiça, Meio Ambiente e Povos Indígenas, além de indicações ao Executivo Federal para regulamentar o extrativismo mineral familiar e criar protocolos para ações policiais em comunidades tradicionais.

Também sugere o encaminhamento de ofícios ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal para apuração das denúncias de abusos e irregularidades.

Foto: divulgação/CMA