Lula aposta em bondades bilionárias para 2026, mas falta dinheiro

Planos de isenção de IR e crédito imobiliário dependem de R$ 126 bi em novas receitas; derrota na Câmara travou fonte de arrecadação

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Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 10/10/2025 às 16:36 | Atualizado em: 10/10/2025 às 16:38

O governo Lula prepara um pacote de medidas com impacto superior a R$ 100 bilhões para 2026, ano eleitoral. O plano combina ações orçamentárias e estímulo a financiamentos, mas enfrenta um impasse: não há receita garantida para bancar as promessas.

O Ministério da Fazenda calcula que serão necessários R$ 126 bilhões em novas receitas para viabilizar o pacote.

O objetivo é reconquistar a classe média e ampliar o alcance de programas sociais. Entre as ações previstas estão:

– Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, promessa de campanha de Lula. O custo subiu para R$ 31,25 bilhões após mudanças na Câmara.

– Bolsa Pé-de-Meia, com custo de R$ 12 bilhões, voltada a estudantes do ensino médio.

– Auxílio Gás (R$ 5,1 bi) e Tarifa Social de energia (R$ 3,6 bi) para famílias de baixa renda.

– Estudo para passe livre nacional no transporte público, estimado em até R$ 90 bilhões.

Crédito imobiliário

Além disso, o governo também quer impulsionar o crédito habitacional e o setor da construção com:

– O aumento do teto de financiamento do sistema financeiro da habitação (SFH) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões;

– Mais flexibilidade na poupança dentro do sistema brasileiro de poupança e empréstimo (SBPE), liberando R$ 36,9 bilhões para crédito;

– Linha de reformas residenciais para famílias com renda de até R$ 9,6 mil, com empréstimos de até R$ 30 mil e subsídio de R$ 7,3 bilhões até 2026.

Segundo analistas o pacote pode aumentar a popularidade de Lula, mas tende a pressionar a inflação e dificultar o trabalho do Banco Central.

A derrubada da MP 1303 pela Câmara reduziu o espaço fiscal do governo. A medida previa arrecadar R$ 20,9 bilhões em 2026, com isso, a Fazenda busca alternativas e avalia outras fontes de receita.

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Foto: ricardo Stuckert/PR